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Belmiro diz quer parceiro internacional para Modelo em detrimento da Carrefour (act.2)

A Sonae SGPS quer ter um parceiro internacional na Modelo Continente com quem possa gerar sinergias, afirmou Belmiro de Azevedo, agudizando o seu desagrado em relação ao facto da Carrefour ainda estar presente na distribuidora.

Negócios negocios@negocios.pt 22 de Março de 2002 às 09:36
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(actualiza com mais detalhes)

A Sonae SGPS quer ter um parceiro internacional na estrutura accionista da Modelo Continente com quem possa gerar sinergias, afirmou Belmiro de Azevedo, agudizando o seu desagrado em relação ao facto da Carrefour ainda estar presente na maior distribuidora nacional.

«É importante a Sonae ter um parceiro internacional (na Modelo Continente) com quem possa gerar sinergias», disse Belmiro de Azevedo, acrescentando que o mesmo «não pode ser um inimigo», numa alusão à Carrefour.

A Sonae SGPS [SON] lançou recentemente uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre as acções que ainda não detém na Modelo Continente e que correspondem a cerca de 30% do capital. A Carrefour ainda não se pronunciou oficialmente sobre se vende a sua posição de 21,6% na Modelo na OPA, apesar da imprensa já ter avançado que a empresa francesa se recusa a fazê-lo por considerar o preço oferecido de 1,85 euros por acção «muito baixo».

A operação é vista pelos analistas como uma forma da «holding» forçar a saída da retalhista francesa, detentora de 21,6% da distribuidora nacional, da estrutura accionista da Modelo Continente [MCON], uma vez que ambas as empresas são concorrentes directas no Brasil. Aquela posição era anteriormente detida pela francesa Promodès, mas a aquisição desta última há dois anos pela Carrefour trouxe um rival para a estrutura da empresa.

A Modelo Continente, detida em cerca de 71% pela Sonae SGPS, decidiu não distribuir dividendos este ano em relação ao exercício de 2001, numa manobra que foi vista pelos analistas como uma forma de penalizar a Carrefour.

«Corresponde à nossa intenção ter um sócio coerente e consistente» na Modelo Continente, reforçou Belmiro de Azevedo.

Aquele responsável afirmou igualmente que espera que a sessão especial de Bolsa para apurar os resultados da OPA ocorra «no final de Abril, início de Maio», após o registo efectuado hoje pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Belmiro adiantou ainda, na conferência de apresentação dos resultados anuais, que irá proceder à entrega dos prospectos da operação e alegou não saber a posição da Carrefour quanto à possível venda ou não da sua posição na OPA.

Sonae pode bloquear acesso de informação ao Carrefour

A Sonae tem maneiras de bloquear o acesso à informação na Modelo Continente ao Carrefour, caso a companhia francesa não aceite vender a sua participação na oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Sonae, disse Belmiro de Azevedo.

«Há maneiras de reduzir substâncialmente a interferência deles (Carrefour)» na administração da maior distribuidora nacional.

O responsável máximo da Sonae acrescentou que não sabe se o Carrefour vai vender ou não a sua posição superior a 20% na referida OPA.

Belmiro de Azevedo disse que «seria altamente improvável» continuar a manter qualquer parceria com o Carrefour, negando qualquer hipótese de alienação de activos no Brasil ao Carrefour, contrariando rumores que circularam no mercado ao longo dos últimos meses.

O mesmo responsável afirmou que «a Sonae tem sido prejudicada pelo Governo em relação a outros operadores estrangeiros», entre os quais o Carrefour, na abertura de novas lojas da Modelo Continente.

«Gostávamos de ter a mesma liberdade que temos no Brasil» na abertura de novas unidades de venda ao público, mas «isso não acontece cá».

As acções da Sonae SGPS seguiam a ganhar 1,1% para os 0,92 euros.

Por Bárbara Leite

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