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Berardo antecipa-se a Pinhal e promete avançar com lista candidata à gestão

O empresário Joe Berardo, que tem 6,82% do BCP, decidiu antecipar-se à administração do banco e pedir a convocação de uma assembleia geral (AG) extraordinária para Janeiro. Um encontro destinado a eleger os órgãos sociais do banco (administração e órgão d

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 04 de Dezembro de 2007 às 10:04
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O empresário Joe Berardo, que tem 6,82% do BCP, decidiu antecipar-se à administração do banco e pedir a convocação de uma assembleia geral (AG) extraordinária para Janeiro. Um encontro destinado a eleger os órgãos sociais do banco (administração e órgão de supervisão), havendo um compromisso do investidor madeirense de propor uma lista candidata à gestão da instituição.

A cartada de Berardo obrigou Filipe Pinhal a ajustar a sua estratégia e a solicitar logo ontem - e não hoje, depois da reunião do conselho geral e de supervisão, como estava previsto - a convocação de uma AG extraordinária destinada apenas a eleger o conselho de administração para os próximos mandatos. Ainda assim, para efeitos da definição da ordem de trabalhos da reunião, o pedido de convocação do accionista madeirense deverá ditar a hierarquia dos pontos em agenda.

Joe Berardo, ao que o Jornal de Negócios apurou, justifica a sua iniciativa com o argumento de que a iniciativa de uma AG extraordinária não deve ser dos órgãos sociais mas sim dos accionistas do banco. Sobretudo porque, na perspectiva do empresário, a responsabilidade da actual situação do BCP não é dos investidores, mas sim de membros da gestão e de responsáveis do CGS.

Berardo defende ainda que os órgão sociais não devem patrocinar listas candidatas aos órgãos sociais. Principalmente, se a sua composição não procurar congregar a vontade dos accionistas mas antes criar clivagens na estrutura accionista, alega o investidor nos documentos enviados ontem ao banco. Com este pedido de convocação, o empresário terá ainda pretendido mostrar que devem ser os accionistas e não os órgãos sociais a decidir os destinos do BCP.

Ao contrário da agenda proposta pela administração do banco - que refere apenas a designação de uma nova administração -, Berardo quer ainda a eleição do conselho geral e de supervisão (CGS) do banco. Um sinal de que o pedido de convocatória foi feito admitindo a possibilidade de Jardim Gonçalves, presidente do CGS, renunciar àquele cargo. Em termos de princípios, a justificação apresentada por Berardo é de que a vigência dos mandatos dos órgãos sociais do banco deve coincidir.

No entanto, caso Jardim não saia e não haja eleições para o CGS - o que parece improvável -, está prevista a substituição dos conselheiros que abandonaram ou se preparam para sair daquele órgão. O vice-presidente, Ricardo Bayão Horta, já saiu e Josep Oliu, presidente do Sabadell, deverá formalizar hoje a sua renúncia. Além disso, se não for eleito um novo elenco para o conselho de supervisão, será ainda votado o alargamento do órgão de fiscalização do banco dos actuais 11 para 21 membros.

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