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Berlim vai ter um novo aeroporto... com nove anos de atraso

O responsável pelo aeroporto e a Lufthansa mostram-se confiantes na última data de inauguração adiantada, embora esta já tenha sido revista por dez vezes.

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Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 02 de Dezembro de 2019 às 15:01
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O aeroporto de Berlim Brandenburg deverá estar pronto para inaugurar em outubro do próximo ano, nove anos depois da data inicialmente prevista, avança a imprensa alemã.

A reputação da Alemanha como uma nação que prima pela eficiência contrasta com o processo de abertura de um novo aeroporto em Berlim, o qual foi adiado sucessivas vezes ao ponto de se ter arrastado por nove anos.

A primeira data de inauguração anunciada foi março de 2011, à qual se seguiram dez outras – todas falhadas. Enquanto se somavam as datas de abertura, o orçamento também foi crescendo: os 2,83 mil milhões de euros já vão, atualmente, nos 7 mil milhões.

A construção começou em 2006, depois de 15 anos de planeamento. A nova infraestrutura surgiu como reforço dos mais antigos e mais pequenos aeroportos de Tegel e Schonefeld.

O responsável pelo aeroporto, Engelbert Lütke Daldrup, disse estar certo de que os primeiros aviões aterrarão em Berlim Brandenburg no dia 31 de outubro de 2020 e escusou-se a comentar o fecho do aeroporto de Tegel, um passo que é considerado parte da fase final da inauguração da nova infraestrutura, e o qual deverá acontecer uma semana depois.

Já o presidente do conselho de supervisão do novo aeroporto, Rainer Bretschneider, apontou para obstáculos que teriam de ser rapidamente colmatados de forma a conseguir cumprir este último prazo. A Lufthansa, que deverá ser a segunda companhia aérea com mais voos a partir deste aeroporto, acolheu o anuncio da nova data de lançamento como "um bom sinal", e acrescentou que os operadores fizeram uma promessa firme de concretizar este novo prazo.

A turbulência que abalou o aeroporto

Foram vários os motivos que levaram ao atraso da conclusão do terceiro aeroporto da capital alemã. O primeiro surgiu em 2010, quando a empresa responsável pela construção faliu. Dois anos depois, foram detetados problemas relevantes em termos da proteção contra fogos e do sistema de alarme, uma debilidade que se prolonga até ao momento.

Em 2014, o grande aumento que se verificou no fluxo aéreo para a capital alemã obrigou a um redesenhar do aeroporto, de forma a prepará-lo para receber uma maior capacidade desde o momento zero, da abertura. No ano seguinte, um caso de corrupção: um antigo operador do aeroporto de Bradenburgo foi condenado por aceitar subornos da Imtech, a empresa que tinha construído o sistema de proteção em caso de incêndio.

O último problema foi encontrado no ano passado, pela emersa Tüv, encarregue de testar a segurança: foram identificadas 800 violações no complexo de cabos da estrutura.

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