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BES surpreende com prejuízo de 62 milhões no primeiro trimestre de 2013

O banco liderado por Ricardo Salgado registou um prejuízo de 62 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, que contrasta com as previsões dos analistas. O CEO admite que o banco pode regressar aos lucros no final deste ano.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 07 de Maio de 2013 às 18:22
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O Banco Espírito Santo (BES) obteve um resultado líquido negativo de 62 milhões de euros no primeiro trimestre de 2013, com os lucros a serem pressionados pelas provisões para crédito e pelo recuo das receitas. Um resultado que compara com os lucros de 11,6 milhões de euros obtidos no período homólogo.

 

O resultado líquido contrasta com as previsões que apontavam para uma queda dos lucros face ao período homólogo. O Millennium IB antecipa que o BES tivesse um resultado líquido de 700 mil euros e o Caixa BI estimava lucros de 4,3 milhões de euros, no primeiro trimestre do ano.

 

Em conferência de imprensa, Ricardo Salgado, presidente-executivo do banco, revelou que o BES vai "continuar a reforçar provisões e a apertar o cinto na área doméstica" e admitiu que a instituição pode "voltar aos lucros no último trimestre deste ano".

 

Ricardo Salgado revelou ainda que o banco vai reduzir 200 postos de trabalho e fechar 47 balcões em 2013. O objectivo, esclareceu, é reduzir os custos em 100 milhões de euros até 2015.

 

O comunicado do BES publicado junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) nota que “o impasse político das eleições italianas e a crise financeira de Chipre acabaram por introduzir novos factores de incerteza sobre o futuro da Zona Euro.” Por outro lado, o banco explica que a “queda persistente do investimento tem vindo a constituir o principal constrangimento à reanimação económica.”

 

As receitas do banco (produto bancário) caíram 14,2% para 453,7 milhões de euros, reflectindo a deterioração da margem financeira em 24,7% para 221,9 milhões e dos serviços a clientes em 16,8% para 171,8 milhões. O banco viu-se ainda obrigado a reforçar as provisões para imparidades, que sofreram um aumento de 25,9% para 240,1 milhões de euros.

 

O efeito das provisões levou o banco a apresentar um resultado antes de impostos negativo em 67,1 milhões de euros que compara com um valor positivo de 66,2 milhões de euros no mesmo período do ano passado.

 

Pela positiva, o banco destaca a evolução do rácio de cobertura do crédito vencido há mais de 90 dias “confortavelmente acima dos 100%”, ou seja nos 125,8% e a cobertura do crédito em risco por provisões nos 54,5%.

 

O rácio “Core Tier I” terminou o primeiro trimestre nos 10,5% e encontra-se acima da exigência do Banco de Portugal de 10%. De acordo com os critérios da Autoridade Bancária Europeia (EBA), este rácio está nos 9,9%, superando os 9,0% exigidos pela autoridade internacional. 

 

(Notícia actualizada às 20h15)

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