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BES era utilizado para lavar dinheiro vindo de esquemas do Brasil, denuncia brasileiro

"O cruzamento de nomes de pessoas ligadas ao BES com passaporte brasileiro e os envolvidos no ‘petrolão’ e ‘mensalão’ pode dar pistas. Tenho a certeza que encontrarão elos", diz, em entrevista ao Público, Hermes Freitas Magnus, que denunciou o caso Lava Jato.

Negócios 03 de Fevereiro de 2015 às 10:20
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O Banco Espírito Santo era utilizado por grupos brasileiros em esquemas de lavagem de dinheiro, de acordo com o denunciante do caso de lavagem de dinheiro Lava Jato. Chama-se Hermes Freitas Magnus e, em entrevista ao Público, diz que é possível encontrar ligações entre o "desaparecido" banco português e os dois maiores esquemas de corrupção do Brasil.

 

"O cruzamento de nomes de pessoas ligadas ao BES com passaporte brasileiro e os envolvidos no ‘petrolão’ e ‘mensalão’ pode dar pistas. Tenho a certeza que encontrarão elos", comenta o brasileiro que se viu envolvido num caso de corrupção e cuja denúncia esteve na base da operação Lava Jato, escândalo de lavagem de dinheiro que passava pela Petrobras.

 

Hermes Freitas Magnus foi parceiro de José Janene, político do Estado do Paraná, e viu-se, com ele, envolvido no caso, que depois quis denunciar. Segundo Magnus contou ao Público, Janene tinha dinheiro do BES e queria que alguém levasse para o Brasil dinheiro que estava no banco, no Porto. "As contas eram dele, para lavar dinheiro em Portugal, mas ouvi dizer que estavam associadas a sociedades off-shore". Isto em 2008.

 

Quando questionado, Magnus afirmou ter denunciado às autoridades o recurso a contas do BES para branqueamento de capitais – prática em que se tenta esconder dinheiro obtido de forma ilícita. "Dei conta da informação a um agente da polícia federal. Eles usavam, também, um banco de capitais árabes com sede em França, o Mediterranée". "Tentaram usar-me, em 2008, para trazer dinheiro do BES Porto. O grupo operava com o BES e com o Mediterranée. Os bancos eram as fontes de recurso do Janene", continuou.

 

Em 2008, "havia uma grande aproximação entre os governos de Portugal e do Brasil". O primeiro era liderado por José Sócrates. O segundo por Lula da Silva. Naquela altura, também estava em cima da mesa o negócio da venda da Vivo pela PT e, em contrapartida, a compra da Oi. "Estava a correr o negócio Oi e PT. Ouvi o grupo de Janene dizer que a operação Oi/PT – Vivo/Telefónica tinha movimentado dinheiro", relata à publicação o brasileiro. 

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