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BES já perdeu mais de 15% em bolsa desde o arranque da negociação dos direitos

O Banco Espírito Santo (BES) terminou a sessão em alta, pela primeira vez em cinco dias de negociação. Avançou 4,33%, mas acumula já uma queda de mais de 15% desde o arranque da transacção dos direitos de subscrição do aumento de capital, títulos que ontem afundaram mais de 20%. Hoje, recuperaram, com os investidores a aproveitarem o desequilíbrio face às acções do banco liderado por Ricardo Salgado.

Paulo Moutinho 27 de Março de 2009 às 16:50
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O Banco Espírito Santo (BES) terminou a sessão em alta, pela primeira vez em cinco dias de negociação. Avançou 4,33%, mas acumula já uma queda de mais de 15% desde o arranque da transacção dos direitos de subscrição do aumento de capital, títulos que ontem afundaram mais de 20%. Hoje, recuperaram, com os investidores a aproveitarem o desequilíbrio face às acções do banco liderado por Ricardo Salgado.

Os direitos tiveram a primeira sessão positiva desde que entraram em bolsa, na terça-feira. Subiram 2,52% para 1,22 euros, corrigindo da forte desvalorização registada na última sessão. Ontem, estes títulos, que permitem adquirir 1,33 novas acções, chegaram a perder um máximo de 26,42%. Uma forte pressão vendedora que, segundo analistas consultados pelo Negócios, é reveladora do desinteresse dos accionistas. Face ao valor teórico de dois euros já desvalorizaram 39%.

Hoje, o interesse regressou, como comprova o volume recorde. Foram negociados mais de 13 milhões de direitos. Muitos investidores aproveitaram a forte queda de ontem para adquirir direitos, títulos que estão cada vez mais atractivos, já o desconto que oferecem face ao valor das acções do BES no mercado tem vindo a aumentar substancialmente.

Esta situação está a ser aproveitada para fazer arbitragem. Neste caso, os investidores devem vender acções do BES (títulos obtidos por empréstimo) e comprar o equivalente em direitos para num futuro momento de equilíbrio efectuarem a operação inversa, obtendo a mais-valia resultante da diferença de preços.

Mas permite, a quem pretende ganhar exposição ao BES, fazê-lo de uma forma mais barata. Se for ao mercado, cada título custa 2.89 euros. Se comprar um direito, este custa 1,22 euros, e permite-lhe adquirir 1,33 novas acções. Para comprar só uma das novas acções gastará 0,915 euros. Terá de pagar depois 1,80 euros por cada nova acção. No final gasta 2,715 euros, menos 17,5 cêntimos, que a cotação actual das acções.

As acções do BES, que ontem foram arrastadas pela queda abrupta dos direitos, e chegaram mesmo a negociar em mínimos de 1996, também recuperaram, na sessão de hoje. Avançaram 4,33% para terminarem a semana nos 2,89 euros. Ainda assim, desde que os direitos se estrearam no mercado, acumulam uma queda de 15,1%.

A forte desvalorização segue-se a um período de ganhos acentuado. Desde que Ricardo Salgado anunciou o aumento de capital, a 29 de Abril, as acções somaram 7,72%, até à estreia dos direitos na bolsa. A negociação destes títulos arrancou na terça-feira e termina já a 1 de Abril.

Estão no mercado 500 milhões de direitos, que permitem adquirir 666 milhões de novas acções do BES, títulos com os quais o banco vai encaixar 1.200 milhões de euros. Cerca de 58% deste montante será “injectado” no BES por parte dos accionistas de referência, que já garantiram a participação na operação de refinanciamento.



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