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Biocombustíveis perdem importância para a Martifer

A Martifer, que teve lucros no primeiro semestre de 116,1 milhões de euros devido à venda da participação na Repower, reduziu interesse no seu negócio da área da agricultura e bicombustíveis.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 27 de Agosto de 2009 às 20:33
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(Substitui: "Martifer vende negócios de biocombustíveis" por "Biocombustíveis perdem importância para a Martifer")

A Martifer, que teve lucros no primeiro semestre de 116,1 milhões de euros devido à venda da participação na Repower, reduziu interesse no seu negócio da área da agricultura e bicombustíveis.

A Martifer teve um resultado líquido de 116,1 milhões de euros, o que compara com os lucros de oito milhões registados em igual período do ano passado, de acordo com o comunicado enviado para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

A Martifer vai concentrar as suas energias, recursos humanos e financeiros nas renováveis e na actividade fundacional das construções metálicas, deixando pelo caminho o negócio dos biocombustíveis corporizado pela Prio. “A Martifer decidiu reduzir o seu interesse económico na área de negócio de Agricultura & Biocombustíveis, detida actualmente em 60%”, anunciou o grupo liderado pelos irmãos Martins.

Três razões determinam a decisão: “a convicção de que existe potencial de criação de valor no negócio da Prio que não poderá ser totalmente explorado na actual estrutura corporativa da empresa; de que o potencial de exploração de sinergias com o grupo Martifer é limitado; e de que o desenvolvimento futuro da Prio aponta para um crescente peso da actividade na cadeia alimentar”.

Na demonstração de contas do grupo Martifer, a Prio passa assim a ser classificada como “unidade operacional detida para venda”, a qual fechou o primeiro semestre de 2008 com prejuízos de 11,6 milhões de euros, contra um resultado negativo de 700 mil euros registado em igual período do ano passado.

A decisão de vender a Prio foi divulgada no mesmo comunicado em que foram reveladas as contas do grupo relativas ao primeiro semestre deste ano, período fechado com um resultado líquido de 116,1 milhões de euros, contra apenas oito milhões conseguidos na primeira metade do ano passado.

Um lucro empolgante que resulta sobretudo da mais-valia de 160,9 milhões de euros obtida com a venda da participação financeira que detinha na alemã Repower. O resultado foi ainda influenciado pelo registo de provisões e perdas por imparidades no valor de 38 milhões de euros.

Já receitas cresceram 2,2%, para 278,2 milhões de euros, enquanto a dívida líquida baixou 67,2 milhões desde Dezembro para 418,2 milhões de euros no final de Junho passado.

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