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Bizdirect estima transacções de 50 milhões de euros este ano

A Bizdirect espera transaccionar na plataforma 50 milhões de euros, em cerca de 397 mil operações, anunciou hoje o mercado electrónico («e-marketplace») do grupo Sonaecom.

Negócios 09 de Março de 2004 às 14:16
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A Bizdirect espera transaccionar na plataforma 50 milhões de euros, em cerca de 397 mil operações, anunciou hoje o mercado electrónico («e-marketplace») do grupo Sonaecom.

Em 2003, ano em que a empresa atingiu o «break even» operacional, o Bizdirect transaccionou 37,8 milhões de euros em cerca de 44,9 mil operações. Estes valores representam, face a 2002, respectivamente um crescimento de 61% e de 141%. Rui Paiva, presidente do Bizdirect, em conferência de imprensa salientou que «as empresas compradoras cresceram 32% e as fornecedoras 335%».

Estes negócios traduziram-se, em receitas, para o Bizdirect de 702 mil euros (receitas B2B), a que se juntam mais 16,3 milhões de euros de vendas de produtos. Esta última área estava, anteriormente, no seio da Novis.

O crescimento das receitas, que totalizaram 17 milhões no conjunto das duas componentes, sustentou os resultados operacionais. Para este ano, a empresa espera alcançar receitas de 19,172 milhões de euros, ultrapassando pela primeira vez o milhão de euros na componente B2B.

O Bizdirect teve, pela primeira desde o arranque, «free cash flow» positivo ainda que ligeiramente (883 mil euros). «O mais importante é inflexão. Passámos de valores negativos para positivos», afirmou Rui Paiva.

Paulo Falcão, responsável das operações do Bizdirect, salientou, na mesma conferência de imprensa, o facto de o negócio fora do universo dos accionistas da empresa já representar 40% das receitas. O Bizdirect é detido em 75,1% pela Sonaecom, em 15% pela Aitec e em 9,9% pelo BPI.

Investimento global de 12 milhões

Desde que arrancou as operações, o Bizdirect já representou um investimento global de 12 milhões de euros, disse Rui Paiva, presidente da plataforma.

Um investimento que, diz, teria sido menor se a plataforma tivesse nascido hoje. «Tem todo o sentido [investir numa plataforma destas], mas nascemos antes do tempo. Agora era o tempo ideal de nascer, na perspectiva de quem queira ter o retorno mais rápido». No entanto, salienta que ao ter arrancado «antes do tempo», «acabámos por aprender sobre este negócio».

Rui Paiva acredita, no entanto, que agora vai arrancar «a sério» o negócio em termos de transacção, nomeadamente pelo facto de a facturação electrónica já ser possível desde o início deste ano.

A administração pública terá, também aqui, um papel importante. E os projectos pilotos que estão a ser efectuados demonstram que esta é uma plataforma possível.

O Bizdirect participou nos testes do Ministério da Saúde e foi igualmente escolhido para os pilotos do Ministério da Defesa. Mas neste último caso, diz Rui Paiva, «não iniciámos, porque a Defesa tem um processo interno», por isso, «neste momento não sabemos se tem sentido avançar ou se as plataformas que eles têm conseguem fazer o pretendido».

Na Saúde, o piloto correu, segundo o mesmo responsável, bem.

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