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Borlas na 25 de Abril em Agosto custam 117 milhões ao Estado

Governo manterá para já isenção de portagens. Em 2007 custou 2,8 milhões. O não pagamento das portagens na Ponte 25 de Abril em Agosto custará ao Estado, em compensações à concessionária Lusoponte, cerca de 117 milhões de euros, em valores nominais.

Negócios negocios@negocios.pt 22 de Abril de 2008 às 09:18

Governo manterá para já isenção de portagens. Em 2007 custou 2,8 milhões. O não pagamento das portagens na Ponte 25 de Abril em Agosto custará ao Estado, em compensações à concessionária Lusoponte, cerca de 117 milhões de euros, em valores nominais.

Esta projecção, segundo o "Diário de Notícias", inclui as previsões de tráfego e a actualização anual das portagens (indexada à inflação) até 2030, o último ano do prazo da actual concessão e o valor já pago desde 1996.

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, admitiu há pouco mais de uma semana que ainda não havia uma decisão sobre a manutenção das "borlas" em Agosto deste ano. A possibilidade de reintroduzir as portagens chegou mesmo a ser estudada no ano passado e poderia gerar desde 2007 uma poupança para o Estado superior a 40 milhões de euros, tendo em conta que o contrato prevê que as compensações devidas à Lusoponte sejam todas pagas até 2019. Entretanto, o Governo clarificou que a isenção se manterá em 2008.

Desde 1996, o primeiro ano em que a exploração da Ponte 25 de Abril foi entregue a privados, por força do contrato de concessão para a construção e financiamento da Vasco da Gama, que o Estado compensa a Lusoponte pela perda da receita das portagens no mês de Agosto. A "borla", que já existia no passado, visa aliviar o congestionamento da ponte provocado pelas deslocações para a praia e para sul no período principal de férias. No ano passado, a factura para o Estado rondou os 2,8 milhões de euros, para um proveito anual de 32 milhões de euros nesta ponte, mas o valor varia consoante o número de automóveis e o preço das portagens, que é actualizado todos os anos. Até 2007, a Lusoponte recebeu compensações financeiras da ordem dos 27 milhões de euros por causa desta situação. Até ao último ano da concessão, o Estado deverá ainda pagar mais 90 milhões de euros, segundo as projecções existentes.

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