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Botín diz Santander não vai fazer aquisições em Portugal (act)

Emilio Botín, presidente do banco espanhol Santander Central Hispano, esteve ontem em Coimbra e descartou a hipótese de o banco fazer aquisições em Portugal, afirmando que o Totta «tem muito potencial de crescimento orgânico». Sobre a economia portuguesa

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 24 de Outubro de 2003 às 16:15
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Emilio Botín, presidente do banco espanhol Santander Central Hispano, esteve ontem em Coimbra e descartou a hipótese de o banco fazer aquisições em Portugal, afirmando que o Totta «tem muito potencial de crescimento orgânico». Sobre a economia portuguesa diz que «o pior já passou».

O presidente do Grupo Santander, Emilio Botín, esteve ontem na Universidade de Coimbra para a assinatura de um Protocolo de Colaboração e Parceria entre o Grupo Totta e a universidade.

Segundo um comunicado da instituição que em Portugal controla o Grupo Totta, Botín disse que «o Santander não quer comprar em Portugal. O Grupo Totta tem um enorme potencial de crescimento orgânico que aproveitaremos ao máximo».

O Santander, através do Totta, sempre foi apontando com um potencial comprador na banca portuguesa, devido à sua dimensão e objectivo de aumentar quota de mercado. O banco espanhol reforçou a sua presença em Portugal no ano de 2000, depois de adquirir o Totta & Açores e o Crédito Predial Português.

A visita de Botín a Portugal deve-se à celebração do 10º aniversário da presença do banco espanhol no nosso mercado. O presidente do Santander e Horta Osório, líder do Totta, vão receber esta noite 1.200 convidados no Centro Cultural de Belém.

Segundo Botín, no protocolo celebrado ontem à noite, insistiu na vantagem competitiva do Grupo Totta, que pode combinar as capacidades internacionais do Grupo Santander com a melhor gestão local.

«Tenho a certeza de que a contribuição de Portugal vai ser determinante para alcançar o objectivo global do Grupo Santander de estar entre os 10 maiores bancos do mundo», afirmou Botín.

Para o líder do maior banco espanhol, o Totta é o «melhor banco de Portugal e vamos continuar crescendo e melhorando de forma sustentada para manter o nível».

«O pior já passou»

Na mesma ocasião Botim deu a sua opinião sobre a evolução da economia portuguesa e a mensagem foi de optimismo.

«O pior já passou. Portugal encarou os problemas económicos com coragem. Foram adoptadas as medidas necessárias para que a economia regresse à senda de recuperação», afirmou Emilio Botín.

A economia portuguesa entrou em recessão no segundo semestre do ano passado, tendo, na primeira metade deste ano, o PIB apresentado uma contracção de 1,8%.

Os últimos sinais apontam para uma tímida recuperação da economia nacional. Segundo o Banco de Portugal a situação da economia nacional desagravou-se no terceiro trimestre.

«O Grupo Totta superou bem a crise económica. A sua quota de mercado aumentou um ponto percentual nos últimos três anos e supera já os 10%. O volume de negócio cresceu especialmente nos produtos - chave como o crédito à habitação, os fundos de investimento e os seguros», acrescentou.

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