Banca & Finanças BPI vende participação na Super Bock por 233 milhões de euros

BPI vende participação na Super Bock por 233 milhões de euros

O BPI decidiu vender a posição que detinha na Viacer, que controla a Super Bock, ao grupo Violas, que fica accionista maioritário da cervejeira. A operação foi realizada por 233 milhões de euros.
BPI vende participação na Super Bock por 233 milhões de euros
Paulo Duarte
Sara Antunes 15 de fevereiro de 2018 às 21:04

"O Banco BPI e o Fundo de Pensões do Banco BPI assinaram hoje um contrato através do qual acordaram vender à Violas SGPS, SA as suas quotas na sociedade Viacer – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda (Viacer), sociedade que detém 56% do capital social da Super Bock Group", revela o banco em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O restante capital da Super Bock (44%) é detido pela Carlsberg.

 

O BPI detinha 25% da empresa que controla a Super Bock e com esta operação o grupo Violas, liderado por Manuel Violas, passa de uma participação de 46,5% para 71,5%. 

 

No total, o banco encaixou 233 milhões de euros com esta operação. 130,48 milhões de euros correspondem à venda de 14% através do próprio BPI. Os restantes 102,52 milhões de euros foram encaixados pelo fundo de pensões, que detinha 11% do capital.

 

"A transmissão da quota do Banco BPI (14% da Viacer) teria um impacto proforma no CET1 fully loaded de 31 de Dezembro de 2017 de 45 pontos de base, pelo que o referido rácio passaria de 12,3% para 12,7%; no que toca ao rácio de capital total este passaria de 14,0% para 14,5%", adianta a mesma fonte.

As famílias dos grupos Violas e Arsopi eram históricas no BPI, mas venderam as suas posições na oferta pública de aquisição lançada pelo CaixaBank em 2017, e que lhe permitiu ficar com 84,5% do banco agora liderado por Pablo Forero, que sucedeu a Fernando Ulrich na presidência executiva.

 

Ambos os grupos tinham participado na criação da Sociedade Portuguesa de Investimentos (SPI), em 1978, que deu origem, nos anos 80, ao BPI. Ficou no banco o ramo da família Violas Ferreira, que teve em Tiago o rosto mais visível na luta da OPA. Na separação do grupo Violas, nos anos 2000, os ramos Violas e Sá e do própio Manuel Violas ficaram com os negócios da Cotesi, da Viacer e da Solverde, integrados no grupo Violas SGPS, liderado por Manuel Violas. Já não era este ramo que estava no BPI, mas o nome Violas ficou no banco até 2017.

 

Os três "velhos" aliados - Violas, Arsopi e BPI - ainda tentaram uma aventura juntos nos petróleos, tendo concorrido à Galp, mas em 2005 essa compra, que esteve quase a acontecer, foi abortada.

(Correcção: A accionista da Viacer é a Violas SGPS, que é liderada por Manuel Violas. Já a ex-accionista do BPI é Violas Ferreira Financial, liderada por Tiago Violas Ferreira.)




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comentários mais recentes
General Ciresp 15.02.2018

O nivel da agua do mar nao para de subir,mas isso acontece em maior medida devido a reserva do gelo ser cada vez menos,momental temos 2 casos graves:as reservas do gelo a desaparecerem e o mar cada vez mais perigoso por outro lado.So nos lembramos das reservas quando elas ja nao existem,que pena.

Anónimo 15.02.2018

Lamentavelmente, a jornalista não informa que Tiago Violas Ferreira, não pertence ao grupo Violas que comprou a participação referida. Foram efectuadas partilhas, tendo a participação no BPI vendida por Tiago Violas Ferreira, sido destacada do grupo Violas.

Alt 15.02.2018

Acabaste por ser recompensado, os outros que se lixem.

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