Research BPI sobe preço-alvo da Jerónimo Martins para 16,1 euros

BPI sobe preço-alvo da Jerónimo Martins para 16,1 euros

A Colômbia é "a próxima grande aposta", que irá revelar-se grande factor de crescimento, considera o BPI. Perspectiva que levou o banco de investimento a rever em alta a avaliação para a JM, mantendo recomendação de "comprar".
BPI sobe preço-alvo da Jerónimo Martins para 16,1 euros
Miguel Baltazar/Negócios
André Tanque Jesus 05 de abril de 2016 às 11:02

O BPI reviu em alta a avaliação para a Jerónimo Martins, de 15,6 euros por acção para 16,10 euros. Uma melhoria que dá à retalhista nacional um potencial de valorização de 11% face à cotação actual, o que justifica para o banco de investimento a manutenção da recomendação de "comprar". Os analistas José Rito e Bruno Bessa justificam a revisão com a oportunidade na Colômbia, que acreditam ser "a próxima grande aposta".

"Analisámos com mais atenção o potencial de longo prazo das operações [da Jerónimo Martins] na Colômbia, após a visita de campo da empresa. Vemos este empreendimento como a próxima grande aposta", refere o BPI, numa nota divulgada esta terça-feira, 5 de Abril. Os analistas concordam que é um projecto de longo prazo, "mas será significativo, um factor de crescimento relevante e, mais importante, deverá confirmar o registo superior da empresa face à indústria do retalho alimentar".

A Jerónimo Martins planeia passar de 142 lojas no mercado para 1.000 em 2020. Um objectivo que o BPI considera "ousado, mas a oportunidade é agora". Além disso, os analistas do banco de investimento apontam que a evolução de área de vendas é semelhante à que foi registada na Polónia, pelo que a retalhista nacional conta já com a experiência.

No que toca à evolução financeira do negócio, "o ponto de equilíbrio [‘breakeven’] ao nível do EBITA [lucros antes de juros, impostos e amortizações] deverá ser alcançado em 2018", estima o BPI. "Esta deverá ser uma forte execução, nomeadamente face à Biedronka", salientam os analistas, até porque as lojas ARA (Colômbia) têm registado uma forte de densidade de vendas por metro quadrado. O banco reviu ainda o ajustamento de risco da ARA, tendo passado de 75% para 50%.

"Os múltiplos de preço face aos lucros parecem esticados numa base isolada, mas ficam em linha com as referências históricas" e em desconto face a alguns concorrentes, como a Eurocash, salienta o BPI. E acrescenta que os lucros por acção deverão continuar fortes.

As acções da Jerónimo Martins estão a valorizar 0,14% para 14,50 euros por acção. Isto num ano em que a retalhista já sobe mais de 20% em bolsa.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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