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BPI com aumento de 39,1% dos lucros para 105,9 milhões de euros

O resultado líquido do BPI no primeiro semestre do ano ficou acima do esperado pelo CaixaBI. A redução das provisões e imparidades ajudou à melhoria dos resultados. Angola justifica 75% do lucro.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Julho de 2016 às 17:08
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O BPI obteve lucros de 105,9 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, mais 39,1% do que no mesmo período do ano anterior.

 

As contas dos primeiros seis meses foram melhores do que o estimado pelo CaixaBI, que apontava para um resultado líquido de 97,5 milhões para o primeiro semestre do BPI. Para apenas o segundo trimestre, a previsão era de um lucro de 52 milhões. 

A margem financeira (base do negócio bancário que corresponde à diferença entre os juros pagos em depósitos e os juros cobrados em créditos) cresceu 8,8% para se fixar em 360,3 milhões de euros. As comissões recuaram 1% para 153,9 milhões de euros. Os ganhos com operações financeiras subiram 10,3%. Tudo somado, o produto bancário do banco presidido por Fernando Ulrich avançou 2,6% para se fixar em 602,4 milhões de euros.

 

Em contraponto, os custos de estrutura avançaram 0,9%, excluindo os custos com reformas antecipadas, para os 336,6 milhões de euros. Os encargos com as reformas antecipadas foram praticamente compensados pelas alterações ao Acordo Colectivo de Trabalho, pelo que os custos incluindo estas duas rubricas subiram 1,8% para 339,5 milhões de euros.

 

Com um resultado operacional de 262,9 milhões de euros (resultado da diferença entre o produto e os custos), mais 3,7% que no igual período homólogo, foi a quebra das imparidades que permitiu gerar resultado. A rubrica de provisões e imparidades para crédito desceu 45,6% para os 47,3 milhões de euros.

Angola justifica 75% do lucro

 

O lucro de 105,9 milhões de euros no primeiro semestre tem a actividade internacional como o principal contributo (81,4 milhões de euros), sobretudo com o Banco de Fomento de Angola – 79,1 milhões.

 

O valor obtido por deter 50,1% do capital do BFA correspondeu a 75% do lucro obtido no primeiro semestre.

 

24,5 milhões de euros do lucro do BPI entre Janeiro e Junho foram alcançados com a actividade doméstica.

 

Olhando apenas para a actividade doméstica, e num período em que a remuneração dos depósitos é reduzida, esta rubrica cedeu 0,5% para 19.038 milhões de euros. Contando com outros recursos de clientes, como seguros de capitalização e fora de balanço, os recursos totais de clientes do banco sob o comando de Fernando Ulrich cederam 2% para 28.012 milhões de euros.

 

O crédito a clientes em Portugal também recuou 0,9% para 22.695 milhões de euros, com a instituição financeira a sublinhar que a actividade doméstica "começa a apresentar sinais de inversão da tendência de queda na generalidade dos segmentos". O crédito vencido há mais de 90 dias cedeu de 3,8% do total da carteira em Junho de 2015 para 3,6% em Junho de 2016.

 

Rácios melhoram

 

No final dos primeiros seis meses do ano, o rácio Common Equity Tier 1 fixou-se em 11%, mais do que os 10,5% registados em Junho de 2015 e que os 10,9% de Dezembro do mesmo ano (ambos tendo em conta as regras de então). Já seguindo o cálculo feito às regras que serão exigidas em 2019, o rácio do melhor capital do BPI alcançou os 10,1% em Junho deste ano, acima dos 9,8% de Dezembro e dos 9% de Junho do ano anterior. 

(Notícia actualizada às 17:30 com mais informação) 

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