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BPI prevê desaceleração no crédito e aumento nos "spreads"

Fernando Ulrich prevê que a concessão de crédito continue a desacelerar devido ao abrandamento da economia, ao mesmo tempo que os bancos devem subir os "spreads" de forma gradual, disse o presidente do BPI em entrevista à Reuters.

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Julho de 2008 às 16:00
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Fernando Ulrich prevê que a concessão de crédito continue a desacelerar devido ao abrandamento da economia, ao mesmo tempo que os bancos devem subir os “spreads” de forma gradual, disse o presidente do BPI em entrevista à Reuters.

O responsável, na entrevista à agência de notícias, adiantou que "é natural que, os mercados continuando frágeis e com muita tensão, os investidores e aforradores continuem a preferir a segurança dos depósitos a prazo às aplicações em títulos ou em fundos de investimentos".

Neste contexto, Ulrich prevê a “continuação de um ritmo de crescimento forte dos depósitos. Por outro lado, da parte dos bancos, e do BPI também, haverá concerteza uma política razoavelmente agressiva de captação de depósitos", disse.

"Relativamente ao crédito, admito alguma desaceleração por razões que têm que ver com a abrandamento do ritmo de crescimento da economia", adiantou, em entrevista à Reuters.

Fernando Ulrich considera este abrandamento "inexorável, tanto mais que Espanha, que absorve quase 30% das exportações portuguesas, estando a abrandar a 'pique', não pode deixar de ter consequências para Portugal".

"Daí que, do lado da procura de crédito, seja natural que se registe abrandamento. Por outro lado, também é de prever uma maior selectividade por parte dos bancos e o BPI não fugirá à regra, nós temos vindo a ser mais selectivos", afirmou.

"A conjugação de um abrandamento da procura com maior selectividade vai provocar um abrandamento do crescimento do crédito, seja crédito a empresas, seja crédito a particulares", acrescentou o CEO.

Lembrou que alguns bancos nacionais estão já a anunciar o aumento dos 'spreads' de crédito, uma tendência que também deverá chegar ao BPI.

"Nós temos seguido uma política de não afectar muito os clientes, mas gradualmente os 'spreads' vão subir", disse.

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