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BPN: PCP vai chamar ministra das Finanças ao Parlamento

O deputado comunista Honório Novo avançou à Antena 1 que o partido vai chamar a ministra das Finanças ao Parlamento. Esta decisão surge no dia em que o "Público" noticiou que o BIC exige 100 milhões de euros ao Estado devido à venda do BPN.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 15 de Julho de 2013 às 12:39
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“O PCP vai chamar a ministra das Finanças ao Parlamento, tendo em conta que Maria Luís Albuquerque foi a negociadora da venda do BPN ao Banco BIC por 40 milhões de euros na altura em que era secretária de Estado do ministro Vítor Gaspar”, noticiou esta segunda-feira a Antena 1.

 

O deputado Honório Novo afirmou à rádio pública que “considera importante que a ministra [das Finanças] faça um ponto de situação perante o País relativamente aos custos actualizados do BPN para o erário público”.

 

Em declarações à Antena 1, o presidente do Banco BIC Portugal, Mira Amaral, explicou que “o contrato celebrado entre o Governo português e o grupo luso-angolano já previa que Portugal suportasse as despesas relacionadas com a privatização do BPN”.

“Na base do acordo celebrado entre os accionistas do BIC e o Governo português, tudo o que é passado do BPN é da responsabilidade do governo e não do Banco BIC”, referiu Mira Amaral à rádio pública.

 

O jornal “Público” noticia esta segunda-feira que o BIC Portugal reclama do Estado português reembolsos no valor de cerca de 100 milhões de euros, relativos ao BPN, e que estão relacionados com as contingências decorrentes do acordo de privatização celebrado em Março de 2012.

 

Esta verba, explica o "Público", "é requerida no quadro da privatização do BPN, cujo contrato de execução prevê que o BIC Portugal se responsabilize por liquidar as contingências judiciais (acções instauradas contra o BPN por clientes e trabalhadores), mediante o compromisso de ser reembolsado posteriormente pelo Estado".

 

Os 100 milhões de euros reclamados pelo BIC ao Tesouro português "constituem apenas uma pequena parcela das contingências relacionadas com o BPN, dado que a maior parte continua em contencioso e ainda sem decisão definitiva", escreve o jornal.

 

Uma auditoria encomendada pela Caixa Geral de Depósitos – que geriu o BPN entre Novembro de 2008 e Março de 2012 – estima em cerca de 600 milhões de euros as responsabilidades a assumir pelo BIC.

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