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Braço-direito de Oliveira Costa confirma créditos sem garantia a empresas de libanês El-Assir

Francisco Sanches, antigo administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e braço-direito de José de Oliveira Costa, líder do grupo do Banco Português de Negócios (BPN), confirmou que o banco, através da sucursal de Cayman, concedeu créditos sem garantia a empresas detidas por Abdul Rahman El-Assir, o empresário libanês que esteve envolvido no negócio de Porto Rico. No entanto, alegou desconhecer em pormenor as relações entre o BPN e o grupo El-Assir.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 03 de Março de 2009 às 18:42
Francisco Sanches, antigo administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e braço-direito de José de Oliveira Costa, líder do grupo do Banco Português de Negócios (BPN), confirmou que o banco, através da sucursal de Cayman, concedeu créditos sem garantia a empresas detidas por Abdul Rahman El-Assir, o empresário libanês que esteve envolvido no negócio de Porto Rico. No entanto, alegou desconhecer em pormenor as relações entre o BPN e o grupo El-Assir.

"El-Assir veio indicado pelo Dr. [Manuel] Dias Loureiro", afirmou o gestor na comissão parlamentar de inquérito à nacionalização do BPN, sublinhando que, por esse motivo, era natural que não soubesse pormenores sobre as ligações entre o grupo BPN e o empresário libanês.

Segundo Nuno Melo, deputado do CDS-PP, o BPN, através da sucursal de Cayman, concedeu créditos no valor de oito milhões de euros a empresas de El-Assir, "sem garantias".

Sanches diz que acompanhou estas operações "muito à distância", referindo que apenas seguiu os créditos concedidos a outras três empresas do empresário libanês mas que tinham garantias.

Francisco Sanches admitiu ainda ter trocado cartas com o Banco de Portugal (BdP) com informação sobre "off-shores" do BPN e da SLN, nomeadamente na sequência de pedidos do supervisor sobre os beneficiários daqueles veículos. Caso contrário, o BdP determinaria o abatimento dos créditos concedidos àquelas "off-shores" aos capitais próprios da instituição.

"Na sequência dessas solicitações, foi elaborado um documento interno enviado a toda a rede alertando que não deveriam aprovar operações de crédito sem que se soubesse quem eram os beneficiários das entidades que contraíam os créditos e sem as devidas garantias", adiantou o antigo gestor da SLN.

Francisco Sanches foi assessor da administração de José de Oliveira Costa.

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