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Brisa dispara mais de 5% após fusão entre Abertis e Autostrade

As acções da Brisa disparam mais de 5% depois de ter sido anunciado que a sua segunda maior accionista, a Abertis, e a Autostrade chegaram a acordo para realizarem uma fusão, que vai dar origem à...

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 24 de Abril de 2006 às 09:15
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As acções da Brisa disparam mais de 5% depois de ter sido anunciado que a sua segunda maior accionista, a Abertis, e a Autostrade chegaram a acordo para realizarem uma fusão, que vai dar origem à maior concessionária de auto-estradas do mundo. No âmbito da operação, a empresa espanhola, que controla 10% da Brisa, compra a italiana por 12 mil milhões de euros.

As acções da Brisa valorizaram até 5,31% para novo máximos histórico nos 8,72 euros após esta notícia enquanto as da Autoestrade subiram 8,40% para os 24,91 euros. A Abertis também avançou 3,58% para os 21,69 euros.

Esta última oferece uma das suas acções por cada uma da Autostrade, sendo que os accionistas da empresa italiana recebem ainda um dividendo especial de 3,75 euros. O total, com o dividendo, vale 7,4% mais do que o preço de fecho das acções da Autostrade na sexta-feira (22,98 euros).

A nova empresa, com um valor de mercado de 25 mil milhões de euros, terá sob gestão 6.713 quilómetros de auto-estradas na Europa e Estados Unidos e 13 aeroportos.

«A empresa oferece uma estrutura financeira equilibrada, que lhe dará uma notável capacidade para enfrentar novas oportunidades de investimento», refere um comunicado da Abertis, que é a segunda maior accionista da Brisa, com 10% do capital.

A Autostrade é controlada pela «holding» Schemavenototto, que é detida pela família italiana Benetton, através de uma participação superior a 50%. A concessionária de auto-estradas espanhola Abertis já é detentora de uma participação de 13,3% na Schemavenototto.

Esta «holding» ficará como maior accionista da nova empresa, com 25% do capital. O La Caixa e a ACS terão 14 e 13%, respectivamente.

A nova companhia terá a sede em Barcelona e será liderada por um espanhol, Salvador Alemany, que é o actual CEO da Abertis.

Esta nova fusão transfronteiriça será mais uma operação que poderá testar as relações políticas na União Europeia no que diz respeito a movimentos de concentração.

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