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Brisa e Abertis desistem da privatização da ENA (act)

A Brisa e a espanhola Abertis anunciaram hoje que não vão apresentar qualquer proposta para a privatização da ENA, pelo facto de o conjunto de condições finais da operação não se ajustar aos critérios de investimento estabelecidos pelo consórcio.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 26 de Maio de 2003 às 17:43
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A Brisa e a espanhola Abertis anunciaram hoje que não vão apresentar qualquer proposta para a privatização da ENA - Empresa Nacional de Autopistas, pelo facto de o conjunto de condições finais da operação não se ajustar aos critérios de investimento estabelecidos pelo consórcio.

Num comunicado a Brisa e a Abertis afirmam que não vão apresentar à SEPI uma proposta para aquisição da ENA, justificando que «as condições finais da operação não de adequam aos critérios de investimentos exigidos pelo consórcio».

O prazo para a entrega da proposta final com vista à privatização da ENA terminava hoje, sendo que com a desistência do consórcio participado pela empresa portuguesa devem ser quatro os consórcios a disputar a empresa de auto-estradas espanhola.

No passado dia 9 de Maio a Brisa e a Abertis - empresa que resultou da fusão entre a Acesa e Áurea - entregaram a proposta de candidatura à ENA, mas o presidente da companhia nacional já tinha comentado, em declarações ao Negocios.pt, que o preço de privatização era elevado e as condições «leoninas».

A SEPI, entidade que reúne as participações empresariais do Estado espanhol, fixou em 1,1 mil milhões de euros a avaliação da ENI, apesar de recentemente ter decidido «retirar» da empresa 98 milhões de euros sobre a forma de dividendos.

«A decisão de não apresentar oferta, após a manifestação de interesse comunicada à Sepi e ao mercado no passado mês de Janeiro de 2003, decorre de o conjunto de condições finais da operação não se ajustar aos critérios de investimento estabelecidos pelo consórcio», justifica o comunicado da Brisa.

A ENA tem uma dívida superior a mil milhões de euros e regista uma facturação anual de 160 milhões de euros. Segundo analistas espanhóis o consórcio formado pela Acciona e FCC deve ser o vencedor da privatização.

A Brisa fechou nos 4,84 euros a subir 0,41%.

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