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Brisa e CCR reforçam parceria para explorar novos negócios

As administrações da Brisa e da CCR – Companhia de Concessões Rodoviárias assinaram, ontem, ao final da tarde de ontem, em São Paulo, Brasil, um protocolo de cooperação para aprofundar a parceria estratégica iniciada entre as duas empresas em Janeiro d

Nuno Miguel Silva nmsilva@mediafin.pt 14 de Novembro de 2003 às 13:25
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As administrações da Brisa e da CCR – Companhia de Concessões Rodoviárias assinaram, ontem, ao final da tarde de ontem, em São Paulo, Brasil, um protocolo de cooperação para aprofundar a parceria estratégica iniciada entre as duas empresas em Janeiro de 2001.

O reforço da cooperação de actividades entre as duas empresas far-se-á sentir essencialmente ao nível das áreas de operações, cobranças, assistência aos clientes, controlo de tráfego, conservação e manutenção, administração e financeira.

As primeiras concretizações práticas deste protocolo incidirão na área de gestão e monitorização de obras e de meios electrónicos de pagamento, mas, além disso, o acordo ontem celebrado servirá para arrancar com o desenvolvimento de novos negócios complementares e correlacionados, «dentro da plataforma Infra-estruturas rodoviárias – Veículos – Condutores».

Na prática, o que este protocolo significa é que as duas empresas irão estreitar os laços de colaboração e as sinergias existentes entre elas, aproveitando o «expertise» e o valor acrescentado que cada uma detém em relação à outra nas diferentes áreas de negócio, já existentes, ou em futuras identificações de oportunidades de crescimento mútuo. Neste último caso, encontram-se as hipóteses de expansão no mercado brasileiro em negócios como os sistemas de pagamento electrónico, não só para as concessões rodoviárias, mas também para parques de estacionamento ou postos de combustível.

O segmento das inspecções automóveis pode ser outra área em que a experiência acumulada pela Brisa, através da Controlauto, poderá ser aproveitada pela CCR, uma vez que esse mercado não existe ainda no Brasil, encontrando-se na fase de arranque e de definição legislativa.

O protocolo ontem assinado pretende reflectir a realidade de que todas estas áreas de actividade são complementares e, o facto de nos últimos terem registado um forte desenvolvimento ao nível das tecnologias de gestão, de monitorização de rodovias e de cobrança electrónica de portagens, transformam-nas «num terreno fértil para essa cooperação», segundo fonte oficial da Brisa.

Os resultados concretos deste protocolo serão notados ao nível dos «layouts» e da vertente tecnológica e financeira dos sistemas de cobrança automática: gestão de contratos de concessão, nomeadamente nas vertentes de estruturas de financiamento; realização de estudos ambientais; gestão de contratos de empreendimentos, de manutenção e de conservação; e análise e interligação de tráfego com a estruturação da operação (arrecadação de receitas, vias e conservação de estruturas, entre outras áreas).

Numa primeira fase, este reforço da cooperação deverá ser reservado aos quadros superiores (gerentes) da Brisa e da CCR, o que, a prazo, deverá permitir «constituir e identificar um ‘pool’ de talentos». Os quadros envolvidos serão integrados nas estruturas hierárquicas e funcionais das empresas receptoras, mas não haverá qualquer vínculo directo de natureza laboral. Cada processo específico de intercâmbio será realizado por um período mínimo de seis e máximo de dois anos.

A Brisa é uma das accionistas de referência da CCR, com cerca de 20% do respectivo capital, que também é detido pelos grupos brasileiros da Camargo Corrêa, Andrade Gutiérrez, Serveng Civilsan e SVE. A CCR é maior concessionária de rodovias da América Latina, controlando cinco concessionárias com uma extensão total superior a mil quilômetros, que lhe proporcionam cerca de 35% das receitas geradas pela totalidade do sector no Brasil.

No âmbito do reforço de parceria entre a Brisa e a CCR, foi, também ontem, assinado um protocolo de colaboração entre dois “spin offs” de cada uma das empresas, a BEG – Brisa Engenharia e Gestão, criada em 2002, e a Engelog, surgida já em 2003.

A cooperação entre estas duas empresas envolverá o envio para a BEG de um a dois colaboradores da Engelog para participar nas áreas de sistemas de gestão de pavimentos e gestão de obras de arte.

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