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Britânicos representam quase tantas dormidas em Portugal como os portugueses

Os residentes no estrangeiro são responsáveis por 77% das dormidas totais em Portugal. O Reino Unido é o mais representativo, mas a maior subida em Maio pertence à Irlanda.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 15 de Julho de 2013 às 13:07
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Os britânicos continuam a ganhar importância para a hotelaria nacional e já têm um peso quase tão importante como o dos residentes em Portugal.

 

No mês de Maio, registaram-se cerca de 3,95 milhões de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros nacionais, o que corresponde a uma subida de 11,8% em termos homólogos. Destes, os residentes em Portugal totalizavam menos de 1 milhão, correspondendo a 23% do total.


Os residentes no estrangeiro ficam com uma quota de 77% nas dormidas totais, com um contributo de mais de 3 milhões no mês de Maio, segundo o destaque publicado segunda-feira, 15 de Julho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

No campo dos principais mercados emissores de turistas, o primeiro lugar é ocupado pelos britânicos. O peso do Reino Unido para a globalidade de dormidas em Maio de 2013 foi de 19,9%, “apenas 3,1 pontos percentuais abaixo do contributo dos residentes em Portugal”, ressalva o INE.

 

O mercado britânico na hotelaria nacional verificou, em Maio, um crescimento de 22,3%, o segundo avanço mais significativo. A maior subida pertence aos irlandeses, com um crescimento de 40,8%, embora a quota no bolo total seja bastante mais reduzida (4,9%). Os alemães ocupam o pódio, com mais 21% de turistas no referido mês do que no ano anterior.


Entre os restantes principais mercados emissores (Itália, Brasil, Espanha, França e Países Baixos), só o primeiro tem vindo a perder peso no envio de turistas. Em Maio, registou-se um deslize de 10,6%, evolução constante nos últimos meses.

 

Hotelaria com mais proveitos

 

O mês de Maio foi positivo para os indicadores ligados à hotelaria, com mais hóspedes e mais dormidas e com uma taxa de ocupação de camas mais elevada. Os proveitos totais também subiram, conduzindo a uma melhoria do valor acumulado desde o início do ano.

 

“Os estabelecimentos hoteleiros registaram 183,3 milhões de euros de proveitos totais e 126,4 milhões de euros de proveitos de aposento”, sublinha o INE, indicando que os números equivalem a acréscimos homólogos de 8,9% e 12,2%, respectivamente. Desde o início do ano, as receitas globais do sector hoteleiro ascenderam 3,4% desde o início do ano.


Os proveitos de aposento (que resultam apenas das dormidas) chegaram, em Maio, ao valor mais alto desde o Verão de 2011. Já os proveitos totais (que juntam as receitas obtidas com dormidas com as da restauração, cedência de espaços ou de comunicações, entre outros) aproximaram-se do montante alcançado em Fevereiro, que é o mais elevado desde o final de 2011.

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