Empresas British Steel à beira da falência põe em risco 25 mil empregos no Reino Unido

British Steel à beira da falência põe em risco 25 mil empregos no Reino Unido

A antiga Tata Steel no Reino Unido tem de garantir um empréstimo de 30 milhões de libras até ao final do dia para evitar a insolvência.
British Steel à beira da falência põe em risco 25 mil empregos no Reino Unido
EPA
Rita Faria 21 de maio de 2019 às 14:23

A British Steel, a segunda maior produtora de aço do Reino Unido, entrará em insolvência se não garantir um financiamento de emergência de 30 milhões de libras (cerca de 34,24 milhões de euros) até ao final do dia de hoje, avança a Reuters, citando fontes próximas da empresa.

 

Em causa poderão ficar 5.000 mil postos de trabalho diretos, a maioria dos quais em Scunthorpe, no norte de Inglaterra, e 20.000 mil empregos indiretos.

 

A British Steel é a antiga unidade britânica da indiana Tata Steel, que enfrentava sérias dificuldades financeiras em 2016. A empresa acabou por ser comprada nesse mesmo ano, por uma libra pelo fundo de investimento Greybull Capital, os antigos donos da companhia aérea Monarch, que entrou em insolvência em outubro de 2017.

 

A Greybull Capital mudou o nome da empresa para British Steel e seguiu com as operações, mas não conseguiu reverter as dificuldades no negócio.

 

Segundo a Reuters, a siderúrgica pediu um empréstimo ao governo de 75 milhões de libras, que entretanto baixou para 30 milhões, após a injeção de dinheiro efetuada pelo fundo.

 

Se esse empréstimo não for aprovado até ao final do dia de hoje, amanhã já deverão ser nomeados administradores da EY para conduzir a empresa durante o processo de insolvência, concretizam fontes à agência noticiosa.

 

"Há discussões em curso com a empresa e tenho a certeza que a Câmara dos Comuns entenderá que não podemos fazer comentários nesta fase", afirmou o secretário de Estado da Indústria Andrew Stephenson esta terça-feira no parlamento.

 

"No entanto, posso garantir à Câmara que, sujeito a limites legais estritos, o governo fará tudo o que for possível para apoiar esta indústria", acrescentou Stephenson.

 

O possível colapso da British Steel acontece depois de a alemã Thyssenkrupp e a indiana Tata Steel terem desistido do plano de fundir os seus ativos de aço europeus para criar a segunda maior siderúrgica da UE, a seguir à ArcelorMittal.

 

Sobre as siderúrgicas britânicas recaem alguns dos impostos ambientais e custos de energia mais altos do mundo, assim como elevados custos com a mão-de-obra e logística, a que se somam as incertezas em torno do Brexit.

 

Depois de ter conseguido obter lucros em 2017, a British Steel cortou cerca de 400 empregos no ano passado, culpando fatores como a libra fraca.

 




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