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Bruxelas aplica coimas de 94 milhões de euros a bancos por manipulação cambial

O Royal Bank of Scotland (RBS) denunciou o cartel e conseguiu ver anulada as coimas de 115 milhões que lhe estavam designadas. Mas o JPMorgan, o UBS e o Crédit Suisse não escaparam. No total foram aplicadas coimas no montante de 94 milhões de euros relacionadas com práticas de manipulação cambial, neste caso com francos suíços.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 21 de Outubro de 2014 às 17:47
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A Comissão Europeia condenou o JPMorgan a uma coima total de 72,21 milhões de euros, o UBS terá de pagar 12,65 milhões de euros e o Crédit Suisse 9,17 milhões de euros. A condenação está ligada a manipulação do mercado cambial, sendo que esta terça-feira Bruxelas emitiu dois pareceres: um sobre manipulação cambial associada a derivados de taxas de juro em francos suíços e outra da Libor em francos suíços.

 

O Royal Bank of Scotland não terá de pagar qualquer montante, tendo visto as coimas a que estaria condenado serem eliminadas. Isto porque, como explica a Comissão, "beneficiou de imunidade", no âmbito das regras europeias, "por revelar a existência do cartel", evitando assim "uma coima de cerca de 110 milhões de euros pela participação" num dos processos em causa e de mais cinco milhões num segundo processo.

 

Assim, num primeiro processo só houve duas instituições: o RBS, que não terá de pagar qualquer montante, e o JPMorgan, que foi condenado ao pagamento de 61,67 milhões de euros. E este valor corresponde a uma redução de 40% por ter cooperado com as investigações.  

 

Este primeiro processo está relacionado com a manipulação da taxa Libor em francos suíços.  

 

No segundo processo foram alvo de coimas quatro bancos: UBS, JPMorgan e Crédit Suisse por acusações de manipulação cambial associada a derivados de taxas de juro em francos suíços. Neste processo o total das coimas ascendeu a 32,35 milhões de euros, com o UBS a ser o que respondeu pela maior (12,65 milhões), seguido do JPMorgan (10,53 milhões) e do Crédit Suisse (9,17 milhões).

 

"O UBS e o JPMorgan receberam uma redução das suas coimas pela sua cooperação na investigação", adianta a mesma fonte. Além disso, as quatro instituições visadas chegaram a acordo para fechar este processo e obtiveram "uma redução adicional de 10% das suas coimas".

 

Estes não foram os primeiros processos relacionados com manipulação cambial e de taxas de juro. Já houve várias "sentenças" da Comissão sobre manipulação da Libor e da Euribor. Estas práticas, consideradas ilegais, ditaram já perdas avultadas para as instituições financeiras que têm sido alvo de processos na Europa, EUA e Japão.

 

Ainda esta terça-feira o Citigroup emitiu uma análise em que aponta para 41 mil milhões de dólares o montante total que os bancos terão de suportar com processos relacionados com manipulação do mercado cambial. 

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