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Bruxelas amplia investigação a benefícios fiscais na Irlanda à Apple

Bruxelas decidiu estender a sua investigação sobre os benefícios fiscais oferecidos à Apple na Irlanda, reduzindo a probabilidade de um veredicto antes das eleições gerais, que deverão ter lugar no início do próximo ano.

1ª Apple - marca avaliada em 170,276 milhões de dólares (151,86 milhões de euros)
Bloomberg
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 14 de Dezembro de 2015 às 16:26
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A decisão era esperada ainda este ano, mas a Comissão Europeia fez um pedido de informação adicional, o que irá provavelmente adiar o veredicto para depois das eleições irlandesas, reduzindo o impacto deste caso – que está a ser atentamente acompanhado pelas autoridades - nas mesmas, escreve esta segunda-feira, 14 de Dezembro, o Financial Times.

Enquanto as autoridades nacionais esperavam uma conclusão da investigação sobre os benefícios fiscais atribuídos à Apple na Irlanda para breve, a Comissão Europeia enviou um conjunto de questões suplementares, o que significa que o caso não deverá estar concluído depois das eleições gerais de 2016, previstas para Fevereiro.

A investigação a ser levada a cabo pela Comissão Europeia começou em 2014, e um veredicto era inicialmente esperado ainda este ano. Entretanto, o ministro das finanças irlandês confirmou o requisito de informações adicionais por parte de Bruxelas.

O caso da Apple não é isolado, conta o Financial Times.

A Comissão Europeia acusou a McDonalds de beneficiar de condições fiscais vantajosas no Luxemburgo.

Em Outubro, Bruxelas ordenou o Luxemburgo e a Holanda a recuperar dezenas de milhões de euros da produtora automóvel italiana Fiat e da rede de cafetarias norte-americana Starbucks. Todavia, os analistas seguem o caso da Apple com maior atenção, uma vez que os impostos por pagar caso a Comissão decida contra a Apple e a Irlanda podem ascender aos milhares de milhões de euros.

O trabalho da Comissão está a ser acompanhado de perto também pelas autoridades irlandesas, que insistem que levarão Bruxelas a tribunal no caso de um veredicto negativo, escreve o jornal, adiantando que a Apple também recusa qualquer má prática.

 

 

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