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Bruxelas aplica multas a sete empresas devido a cartel

A Comissão Europeia aplicou hoje multas num montante global de 388,128 milhões de euros a sete empresas químicas por terem participado numa concertação ilegal no mercado dos agentes branqueadores entre 1994 e 2000.

Negócios negocios@negocios.pt 03 de Maio de 2006 às 14:23
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A Comissão Europeia aplicou hoje multas num montante global de 388,128 milhões de euros a sete empresas químicas por terem participado numa concertação ilegal no mercado dos agentes branqueadores entre 1994 e 2000.

De acordo com a Lusa, esta multa colectiva é a maior imposta em três anos e meio e a terceira em importância aplicada pela Comissão a um cartel.

Na prática, foram nove as empresas a participar no cartel e a concertarem os preços, mas duas não foram condenadas: a alemã Degussa, por ter ajudado a Comissão a desmantelar o cartel, e a Air Liquide, por já não estar neste mercado.

Segundo o executivo europeu, se não tivesse beneficiado da «política de clemência» da Comissão, a Degussa teria de pagar cerca de 130 milhões de euros.

O grupo belga Solvay deverá pagar a multa mais elevada (167 milhões de euros) e, além desta, ainda herda parte da multa aplicada à sociedade Ausimont, que entretanto adquiriu, mas que pertencia ao grupo italiano Edison. Assim, no total, a Solvay terá de desembolsar 193 milhões de euros.

Seguem-se a francesa Total (78,7 milhões de euros), o grupo sueco-holandês Akzo Nobel (25,2 milhões de euros), o americano FMC (25 milhões), o finlandês Kemira (33 milhões) e o italiano Snia (1 milhão de euros).

A filial química da Total, Arkema (anteriormente Atofina), Solvay e Edison «viram as respectivas multas agravadas por estar em situação de reincidência», explica a Comissão num comunicado.

Segundo Bruxelas, as nove empresas «trocaram informações importantes do ponto de vista comercial e informações confidenciais, limitaram a produção, repartiram entre elas quotas de mercado e clientes e controlaram os preços do peróxido de hidrogénio e do perborato na Europa entre 1994 e 2000».

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