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Bruxelas defende integração da TAP numa aliança europeia

A TAP deve integrar uma aliança europeia se a sua estratégia passar por se manter como uma companhia com ligações a África e à América Latina, defendeu o director-geral dos Transportes e da Energia da Comissão Europeia. François Lamoureux falava durante u

Ana Suspiro asuspiro@mediafin.pt 14 de Novembro de 2003 às 19:58
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A TAP deve integrar uma aliança europeia se a sua estratégia passar por se manter como uma companhia com ligações a África e à América Latina, defendeu o director-geral dos Transportes e da Energia da Comissão Europeia. François Lamoureux falava durante uma conferência promovida pela transportadora pública sobre o Futuro do Transporte Aéreo na Europa.

Aos jornalistas, o responsável da Comissão sublinhou que faz sentido que a TAP encontre essa aliança na Europa, na medida em que a sua ambição é mais do que uma mera companhia regional. No entanto, Lamourex sublinhou que a TAP deve demorar o seu tempo para fazer a escolha acertada e não precipitar-se neste processo.

A entrada da TAP numa aliança europeia ganhou pressão depois do anúncio da fusão da Air France com a KLM, um modelo de parceria cujas vantagens e características o Governo português está a estudar com muito detalhe, acrescentou o secretário de Estado das Obras Públicas, Jorge Costa, na mesma conferência.

O director-geral dos Transportes e Energia, à semelhança do que tem defendido a comissário com o mesmo pelouro, Loyola de Palácio, acha que nos próximos anos se vai acentuar o processo de consolidação do sector da aviação na Europa até ficarem três, quatro ou cinco grandes grupos.

François Lamoureux traçou os grandes desafios da indústria europeia para os próximos anos, alertando para a falta de capacidade aeroportuária na Europa. Para o responsável, esta situação vai afectar a competividade da indústria europeia nos próximos anos se os governos não tomarem medidas para contrariar o estrangulamento nos grandes aeroportos europeus.

No entanto, questionado pelos jornalistas sobre a decisão de Portugal de adiar a construção do aeroporto internacional da Ota, Lamoureux sublinhou não ser contra. O problema vive-se sobretudo no Norte e Centro da Europa, nos grandes “hubs” (plataformas de distribuição de tráfego) de Londres, Paris, Amsterdão e Frankfurt.

Ana Suspiro
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