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Bruxelas limita bónus dos banqueiros

Os países da União Europeia (UE) e o Parlamento Europeu chegaram hoje a um acordo para limitar, a partir de Janeiro de 2011, os prémios de banqueiros europeus e de corretores da bolsa, cujos bónus foram considerados excessivos durante a crise financeira. Esta nova legislação visa reduzir os incentivos que levam os gestores a tomar riscos considerados excessivos.

Lúcia Crespo lcrespo@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 18:33
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Os países da União Europeia (UE) e o Parlamento Europeu chegaram hoje a um acordo para limitar, a partir de Janeiro de 2011, os prémios de banqueiros europeus e de corretores da bolsa, cujos bónus foram considerados excessivos durante a crise financeira. Esta nova legislação visa reduzir os incentivos que levam os gestores a tomar riscos considerados excessivos.

Segundo o acordo, aprovado após três meses de negociações, 40% da remuneração variável atribuída aos gestores terá de ser paga durante um período mínimo de três anos. Ou seja, parte da componente variável terá de encaixar nos chamados prémios plurianuais. Esta resolução visa contribuir para uma gestão de longo prazo.

Segundo o mesmo texto, apenas entre 20% e 30% da remuneração variável poderá ser, efectivamente paga e, pelo menos metade do montante total deverá ser concedido através de acções da empresa.

Este acordo inclui a supressão da remuneração variável dos gestores de bancos resgatados com fundos públicos enquanto as instituições que dirigem não devolverem os montantes atribuídos. O reembolso das ajudas atribuídas deverá ser uma prioridade dos banqueiros, aponta o texto.

“Dois anos após a o início da crise financeira global, as novas regras vão transformar a cultura de bónus e colocar um fim aos incentivos de risco excessivo”, afirmou, em comunicado, a eurodeputada Arlene McCarthy, responsável pelas negociações. "A cultura de prémios de altos risco e curto prazo causou danos à economia global e forçou os contribuintes a pagar por isso mesmo”, acrescentou.


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