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Bruxelas prepara ataque aos monopólios no sector energético

A comissária da concorrência da União Europeia, Neelie Kroes, prepara-se para avançar com várias medidas contra as grandes companhias energéticas europeias, depois dos resultados de uma investigação ao sector terem revelado indícios de colusão – actividad

Paulo Moutinho 05 de Janeiro de 2007 às 11:51
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A comissária da concorrência da União Europeia, Neelie Kroes, prepara-se para avançar com várias medidas contra as grandes companhias energéticas europeias, depois dos resultados de uma investigação ao sector terem revelado indícios de colusão – actividade semelhante a um cartel – e outras graves irregularidades.

No resumo do relatório dessa investigação de dezasseis meses, a que o jornal britânico "Financial Times" (FT) teve acesso, Neelie Kroes afirma que irá "utilizar todos os poderes" que lhe são conferidos sobre as fusões, os subsídios governamentais e os abusos de concorrência, por forma a combater a falta de concorrência no sector.

"A concentração do mercado foi identificada como sendo uma das maiores preocupações para o sucesso do processo de liberalização", afirma a comissária no mesmo documento, citado pelo FT.

Na "mira" de Neelie Kroes estão companhias líder no mercado europeu, como as alemãs E.On (que lançou a OPA sobre a espanhola Endesa) e a RWE, a francesa Gas de France e também a italiana Eni, grupos que foram alvo de buscas pelo menos uma vez nos últimos sete meses.

O relatório deixa claro que estes grandes grupos deverão vir a ser mais pressionados pela entidade reguladora da União Europeia, num futuro próximo, por exemplo sobre a cedência do controlo sobre os gasodutos e as redes de distribuição de energia.

"É essencial resolver o sistémico conflito de interesses inerentes à integração vertical do fornecimento e das redes de actividade", afirma Kroes, que apela ao fim dos grandes monopólios no sector energético.

A acusação mais grave do relatório citado pelo FT é a de colusão entre os maiores grupos energéticos europeus . Kroes denuncia a existência de práticas semelhantes às dos carteis entre os gigantes da energia.

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