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Bundesbank crítica bancos "zombie" que são "mantidos vivos por razões políticas"

Um elemento do comité executivo do banco central alemão criticou o BCE por permitir que muitos bancos 'zombie' "sejam mantidos vivos por razões políticas". Andreas Dombret defende que o BCE deve "pôr fim aos bancos virtualmente insolventes".

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 18 de Abril de 2016 às 17:16
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Em declarações proferidas esta segunda-feira, 18 de Abril, Andreas Dombret, membro do comité executivo do Bundesbank, afirmou que o Banco Central Europeu (BCE) deve tomar uma posição em relação ao que classificou de "bancos zombie" que são apenas mantidos devido a "razões políticas".

 

"Há ainda muitos bancos zombie que são mantidos vivos por razões políticas", disse Andreas Dombret citado pelo site Investing. Numa conferência sobre o sistema financeiro, Dombret defendeu que o BCE lide duma vez por todas com o problema relacionado com os elevados níveis de crédito malparado em muitas instituições financeiras europeias.

 

Para este economista do banco central germânico, "o Mecanismo Único de Supervisão e o Mecanismo Único de Resolução têm de impor o seu poder de forma a reestruturar uma instituição de crédito com dificuldades ou, em última instância, pôr fim aos bancos virtualmente insolventes".

 

As declarações deste membro do Bundesbank surgem numa altura em que, por exemplo, em Itália foi criado um veículo para o crédito malparado das instituições financeiras transalpinas, chamado Atlas. Dombret aplaudiu esta iniciativa que tem como objectivo apoiar as instituições financeiras com maiores problemas relacionados com elevados níveis de incumprimento. Também o primeiro-ministro português, António Costa, defendeu recentemente a ideia de criar um veículo para o crédito malparado da banca nacional.

 

Partido bávaro irmão da CDU de Merkel quer presidente alemão para o BCE

 

É há muito conhecida a divergência de importantes figuras germânicas relativamente à política de estímulos à economia prosseguida nos últimos anos por Mario Draghi, presidente do BCE. O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, e o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, têm-se de destacado na linha da frente dessas críticas.

 

Agora o partido-irmão bávaro da CDU da chanceler alemã, Angela Merkel, vem defender que o sucessor do italiano Draghi seja alemão. Segundo refere a agência Reuters, a CSU defende que Mario Draghi tem contribuído para a perda de reputação do BCE, pelo que esta força política defende que o próximo presidente da autoridade monetária europeia tenha nacionalidade germânica.

 

"O próximo presidente do BCE tem de ser alemão, alguém que se sinta inclinado para a tradição seguida no Bundesbank de estabilidade monetária", disse Hans-Peter Friedrich, deputado da CSU que responsabiliza as políticas expansionistas de Draghi como causadoras de uma "massiva perda de credibilidade" do BCE.

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