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Burlões “pescam” mais EDP, CTT, Ascendi e Fisco

As queixas de burlas através de mensagens nos telemóveis têm vindo a aumentar.

Bruno Simão
Rui Neves ruineves@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2020 às 09:55
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Há uma "pandemia fraudulenta" nos sistemas de pagamentos em Portugal causada pela "possibilidade de personalizar o remetente das SMS com carateres alfanuméricos por parte das operadoras nacionais", alerta a EuPago. De acordo com esta fintech, só entre Lisboa e Porto as queixas junto das autoridades já somam "um milhar por semana", cujos emissores "fazem-se sobretudo passar" por empresas como a EDP, CTT, Ascendi e Fisco. A EuPago garante que este ano já recebeu 77 queixas de burla, ou seja, cerca de duas por dia, "o que perfaz cerca de 10 mil euros em perdas para o consumidor".

"As operadoras móveis não efetuam a validação dos remetentes nas suas comunicações na entrega das SMS e os burlões aproveitam-se dessa facilidade, fazendo passar-se por empresa idóneas, levando os destinatários a executar pagamentos fraudulentos", explica José Veiga, co-CEO da EuPago. E lamenta que as operadoras não tenham ainda tomado "nenhuma diligência para terminar com as fraudes".

O gestor lembra que "quando recebemos uma SMS identificada como ‘Autoridade Tributária’, por exemplo, não significa que a operadora nos dê a garantia que o remetente seja mesmo a Autoridade Tributária". De resto, recorda, "qualquer indivíduo ou empresa pode efetuar o envio massivo de SMS, bastando apenas ter em sua posse esses contactos, identificando-se com o seu nome comercial, como é prática nos dias de hoje os serviços do Estado, as grandes superfícies comerciais ou as ‘utilities’ comunicarem por essa via com os seus clientes".

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