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Caixa assegura viabilidade financeira de curto prazo da espanhola La Seda

A Caixa Geral de Depósitos injectou 25 milhões de euros na espanhola La Seda, onde é um dos maiores accionistas, para assegurar a viabilidade financeira de curto prazo da companhia, que ontem alterou o presidente da empresa devido à pressão dos accionistas portugueses.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 10 de Junho de 2009 às 09:56


A Caixa Geral de Depósitos injectou 25 milhões de euros na espanhola La Seda, onde é um dos maiores accionistas, para assegurar a viabilidade financeira de curto prazo da companhia, que ontem alterou o presidente da empresa devido à pressão dos accionistas portugueses.

Ontem à tarde a empresa espanhola, que continua suspensa em Bolsa devido à débil situação financeira, anunciou que o conselho de administração “validamente constituído”, acordou por unanimidade “aceitar a demissão de Rafael Español Navarro como presidente do conselho de administração”. Joan Castells, até agora vice-presidente, assume a presidência da empresa.

Hoje o jornal “CincoDias” adianta que em resultado da “rebelião” dos accionistas portugueses (CDD e Imatosgil detêm 20% do capital), a Caixa Geral de Depósitos assumiu a gestão da empresa, ao decidir injectar 25 milhões de euros na empresa, para aliviar a tesouraria da empresa.

Segundo o mesmo jornal, esta medida do banco estatal português visa assegurar a viabilidade financeira de curto prazo da La Seda, melhorando os níveis de tesouraria da companhia.

O “Expansion” assinala que a La Seda, com uma dívida superior a 600 milhões de euros e prejuízos de 368 milhões de euros em 2008, “atravessa sérias dificuldades e busca agora o apoio dos seus credores”, sendo que a CGD, o maior deles todos, “mostrou ontem a disposição para o fazer”.


O conselho de administração de ontem da La Seda decidiu também suspender a assembleia geral de accionistas, marcada para 29 e 30 de Junho, convocada a 27 de Junho último.



A fabricante de plásticos La Seda é detida em 12% pela Imatosgil e em 7,22% pela CGD. Através da Artenius, a catalã tem um projecto já aprovado de uma unidade em Sines, no valor de 400 milhões de euros, que actualmente se encontra atrasado em cinco meses.



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