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Caixa financia salvação da Qimonda

O plano de salvamento da Qimonda, ontem anunciado, vai permitir manter dois mil empregos em Portugal e reforçar a transferência de tecnologia para o país, considerou o ministro da Economia, Manuel Pinho, em declarações à Lusa.

Negócios com Lusa 22 de Dezembro de 2008 às 07:35
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O plano de salvamento da Qimonda, ontem anunciado, vai permitir manter dois mil empregos em Portugal e reforçar a transferência de tecnologia para o país, considerou o ministro da Economia, Manuel Pinho, em declarações à Lusa.

Com um empréstimo de 100 milhões de euros concedido pela Caixa Geral de Depósitos, outro de 150 milhões de euros por parte do estado alemão da Saxónia e um terceiro empréstimo de 75 milhões de euros da Infineon, maior accionista da Qimonda, a produtora de "chips" e semicondutores vai continuar em actividade, depois de ter ponderado a falência no início deste mês.

"A situação era extremamente séria, por duas razões: a crise internacional e, também, a rapidíssima mudança tecnológica que se está a verificar neste sector. Era necessário que a Qimonda tivesse condições para ultrapassar um período de seis meses a um ano, que era mais difícil", disse Manuel Pinho.

Em troca dos empréstimos, referiu um comunicado da Qimonda, a empresa comprometeu-se a desenvolver as suas unidades de investigação e desenvolvimento em Portugal e na Alemanha, em Dresden, o que, disse Manuel Pinho.

A Qimonda, que enfrenta um mercado onde há excesso de oferta e quebra nos preços dos produtos, terá também acesso a uma garantia estatal de 280 milhões de euros do governo da Alemanha e do executivo da Saxónia. A empresa provocou um prejuízo de quase três mil milhões de euros à Infineon em 2007/2008 e, nos últimos trimestres, teve mais prejuízos do que volume de vendas.

A nível mundial, a empresa emprega 13 mil funcionários, dos quais 4600 na Alemanha. Independentemente do pacote de ajudas, foram já anunciadas medidas de poupança que obrigarão ao corte de 950 dos três mil postos de trabalho na fábrica de Dresden.

O presidente do Sindicatos dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte disse hoje esperar que a Qimonda não peça mais sacrifícios aos trabalhadores "que há dois anos cumprem a parte deles, trabalhando 12 horas por dia".

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