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Caixa Seguros vai a Conselho de Ministros

A decisão sobre o vencedor da privatização da Caixa Seguros consta da agenda provisória da reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira, apurou o Negócios. No entanto, a decisão definitiva sobre o comprador da "holding" seguradora poderá ser adiada para 16 de Janeiro, caso não haja tempo para analisar o tema ou consenso em relação ao vencedor do concurso.

Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 08 de Janeiro de 2014 às 22:00
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Em cima da mesa estão as propostas do grupo chinês Fosun e da gestora norte-americana Apollo. A oferta asiática garante um encaixe de cerca de mil milhões de euros, superior em mais de 250 milhões para a Caixa, vantagem que resulta, sobretudo, do facto de incluir os seguros financeiros e de capitalização vendidos pela CGD (Caixa Poupança). Já a proposta oriunda dos Estados Unidos deixa de fora este negócio.

É sobretudo por esta razão que a alternativa da Fosun terá também um impacto mais favorável nos rácios de capital da CGD do que a oferta da Apollo. Esta diferença resulta ainda do facto de os chineses pretenderem adquirir 80% das três seguradoras em venda (Fidelidade, Multicare e Cares), além dos 5% destinados aos trabalhadores, enquanto os americanos se propõem adquirir 75% (mais 5%) da Fidelidade e 100% das outras companhias.

O preço mais elevado e o maior impacto positivo na solidez da Caixa foram as duas principais razões para a administração do banco do público ter considerado a oferta da Fosun como globalmente mais favorável, no relatório de análise às propostas que entregou à ministra das Finanças.

 

Maria Luís Albuquerque tem também já em sua posse o parecer da comissão de acompanhamento da operação, podendo decidir a privatização esta quinta-feira.

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