Indústria CaixaBI: Jerónimo Martins terá registado lucros de 510 milhões nos 9 meses do ano

CaixaBI: Jerónimo Martins terá registado lucros de 510 milhões nos 9 meses do ano

A unidade de investimento da Caixa Geral de Depósitos estima que a retalhista Jerónimo Martins tenha registado um resultado líquido consolidado de 510 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.
CaixaBI: Jerónimo Martins terá registado lucros de 510 milhões nos 9 meses do ano
Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro 13 de outubro de 2016 às 10:31

A Jerónimo Martins apresenta os seus resultados no próximo dia 21 de Outubro. Numa nota de análise, a que o Negócios teve acesso, o CaixaBI – unidade de investimento da Caixa Geral de Depósitos – estima que a retalhista tenha obtido um resultado líquido de 510 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. A confirmar-se, este valor representa uma duplicação dos lucros da empresa liderada por Pedro Soares dos Santos, uma vez que no acumulado dos três primeiros trimestres do ano passado a companhia registou um resultado líquido de 252 milhões de euros.

Olhando apenas para o período compreendido entre Julho e Setembro deste ano, o analista André Rodrigues, que assina a nota, estima que a retalhista tenha obtido um resultado líquido de 338 milhões de euros. Face ao mesmo período de 2015, este valor, a confirmar-se, representa também um elevado crescimento. No terceiro trimestre do ano passado, a firma teve lucros de 103 milhões de euros.

O analista salienta, na nota de análise, que a venda da Monterroio, concluída a 30 de Setembro, "tenderá a traduzir-se numa simplificação da estrutura de negócio da Jerónimo Martins, com um foco mais acentuado no sector de distribuição alimentar, não sendo de excluir a possibilidade de a empresa proceder ao pagamento de um dividendo extraordinário ainda em 2016".

A Monterroio foi comprada pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos BV (SFMS), que na sua maioria é detida pela família Soares dos Santos, que por sua vez controla 56,1% do capital da cotada Jerónimo Martins SGPS. Esta holding pagou um total de 310 milhões de euros à Jerónimo Martins por este negócio.


"Estimamos um resultado líquido consolidado de 338 milhões de euros no terceiro trimestre de 2016, significativamente influenciado pelo ganho não recorrente" com a venda da Monterroio. "Em termos recorrentes, estimamos um crescimento do resultado líquido de 3,7% em termos homólogos para 109 milhões de euros, com o EBITDA a ascender a 238 milhões de euros (margem de 6,35%) face a 224 milhões de euros no terceiro trimestre de 2015 (margem de 6,36%)", pode ler-se na nota.

Para o CaixaBI, as vendas totais da Jerónimo Martins nos nove primeiros meses do ano ascenderam a 10.705 milhões de euros, o que representa um crescimento de 5,2% face ao período homólogo do ano anterior.

"A evolução mais recente das vendas a retalho no segmento alimentar em Portugal e (sobretudo) na Polónia continua a confirmar uma melhoria do enquadramento para a empresa. Esta evolução continuará a suportar a recuperação da rentabilidade da Jerónimo Martins, nomeadamente por via da Biedronka (margem EBITDA de 7.3% no 3ºT16e, cerca de 15bps acima do 3ºT15) uma vez que em Portugal a pressão competitiva tenderá a pressionar a evolução da margem EBITDA", pode ler-se ainda no comunicado.

Nesta nota, a recomendação para a cotada manteve-se em "acumular" e o preço-alvo também não registou qualquer alteração, estando nos 15,20 euros. As acções da retallhista estão, por esta altura, a subir 0,82% para 15,94 euros. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.





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