Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Camargo Corrêa propõe fusão com a Cimpor (act)

A Camargo Corrêa avançou com uma proposta de fusão da sua unidade de cimentos com a Cimpor, sendo que a empresa brasileira ficaria com menos de 50% da empresa resultante da fusão.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 13 de Janeiro de 2010 às 14:26
  • Assine já 1€/1 mês
  • 7
  • ...
A Camargo Corrêa avançou com uma proposta de fusão da sua unidade de cimentos com a Cimpor, sendo que a empresa brasileira ficaria com menos de 50% da empresa resultante da fusão.

Em comunicado, a Cimpor anuncia a proposta que recebeu hoje por parte da Camargo Corrêa, que servirá de alternativa à oferta pública de aquisição lançada pela CSN. esta terá sido feita por José Edison (na foto), presidente da Camargo Corrêa Cimentos.

A empresa brasileira colocou em cima da mesa uma proposta de fusão da sua participada Camargo Corrêa Portugal, que controlará a Camargo Corrêa Cimentos, com a empresa portuguesa.

A unidade cimenteira da empresa brasileira seria depois integrada na Cimpor, sendo que o Grupo Camargo Corrêa ficaria com “uma participação necessariamente inferior a 50% do capital social e dos votos da Cimpor uma vez concluído, na sua totalidade, o processo de fusão”.

A empresa brasileira, esta proposta “pretende servir de base às negociações entre as duas empresas, ficando a fusão dependente da existência de acordo, entre ambas, quanto aos termos finais da mesma”.

A oferta da Camargo Corrêa surge como alternativa à oferta da CSN. Enquanto a Camargo oferece activos para a Cimpor, que resultará numa reestruturação accionista da empresa, a CSN oferece uma contrapartida em dinheiro.

A Camargo, ainda assim, propõe que a Cimpor distribua aos accionistas um dividendo extraordinário de até 350 milhões de euros, sendo o dinheiro para o efeito da responsabilidade da empresa brasileira.

São várias as condições subjacentes à realização deste negócio está. A primeira passa pelas aprovações externas, incluindo a aquisição, pelo Grupo Camargo Corrêa, de uma participação entre 15% e 25% do capital social da Cimpor.

A Camargo esclareceu ainda que esta proposta não dará lugar ao lançamento de uma OPA e não ocorrerá necessariamente em operação de mercado.

Ao contrário da CSN, a Camargo marca já uma forte presença no sector dos cimentos.

A administração da Cimpor, para já, não se pronuncia sobre esta proposta.



Ver comentários
Outras Notícias