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Campos Ferreira: Gestores envolvidos no caso dos swaps “deviam ter vergonha na cara”

“Se existe crime ou não, não sei. Mas quando se falha de forma tão estrondosa, há um caminho, o caminho da rua”, disse o presidente da comissão de Economia, Luís Campos Ferreira.

João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 06 de Junho de 2013 às 08:01
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O presidente da comissão de Economia, Luís Campos Ferreira, defendeu que os gestores das empresas públicas envolvidos no caso dos swaps “deviam ter vergonha na cara”. A pergunta que fica de toda esta polémica, no entender o deputado social-democrata, é se os mesmos gestores “com o dinheiro deles faziam aquilo?” E o mesmo respondeu: “Tenho a certeza que não o faziam. Só o fizeram porque o nível de risco não entrava na penalização pessoal”.

 

Para Campos Ferreira, que falou aos jornalistas à margem do evento da EDPartners, em S. Paulo, Brasil, no qual foi orador convidado, os gestores da Carris e da Metro do Porto já deviam ter saído. “Falharam, e quem falha sai”, definiu. “Eles têm que sair, já deviam ter saído pelo próprio pé”, defendeu. Não o tendo feito, Campos Ferreira qualificou o acto e deu a solução. “Quando não temos o carácter para saber qual o caminho, alguém tem de nos o indicar”.

 

Para o deputado há duas dimensões neste caso, a jurídica e a moral. A legal cabe aos tribunais que, em Portugal, “demoram muito tempo a decidir”. Todavia, Campos Ferreira pensa que no caso dos “swaps”, “a análise crítica da coisa pública não pode ser só jurídica, tem que ser de ética, republicana e de bom senso. Muitos desses gestores falharam redondamente do ponto de vista da gestão. Se existe crime ou não, não sei. Mas quando se falha de forma tão estrondosa, há um caminho, o caminho da rua”.

 

O presidente da comissão de Economia disse que “há um limite para o risco de utilização de dinheiros públicos”. E que “esse limite de risco foi em muito ultrapassado nos swaps das empresas públicas”.

 

“Quem perde nuns casos 600 milhões de euros, e noutros de 800 milhões de euros, porque decidiu fazer apostas baseados em algoritmos que pareciam o jogo da roleta, há mais que justa causa [para despedimento]”, referiu.

 

*o jornalista viajou para o Brasil a convite da EDP

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