Banca & Finanças Canadá pede para entrar no novo banco internacional lançado pela China

Canadá pede para entrar no novo banco internacional lançado pela China

Apesar do seu carácter multilateral - 57 países aderiram, entre os quais 14 da União Europeia - a instituição tem sede em Pequim e a China é o accionista maioritário, com 29,78% do capital.
Canadá pede para entrar no novo banco internacional lançado pela China
REUTERS
Lusa 31 de agosto de 2016 às 09:53
O Canadá vai solicitar a adesão ao Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), do qual Portugal é membro fundador, apesar de os Estados Unidos se oporem à primeira instituição financeira internacional proposta pela China.

"O Canadá está sempre à procura de formas de gerar esperança e oportunidades para a nossa classe média, assim como para as pessoas de todo o mundo", afirmou o ministro das Finanças canadiano, Bill Morneau, num comunicado emitido em Pequim.

"Ser membro do BAII é uma oportunidade para isso mesmo", acrescentou o membro do Governo liderado por Justin Trudeau (na foto).

Proposto pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em 2013, aquela entidade é vista como uma reacção de Pequim ao que considera o domínio norte-americano e europeu em instituições globais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

Entre as grandes economias do planeta, apenas EUA e Japão não fazem parte.

Apesar do seu carácter multilateral - 57 países aderiram, entre os quais 14 da União Europeia - a instituição tem sede em Pequim e a China é o accionista maioritário, com 29,78% do capital.

O Brasil é o nono maior accionista, com uma quota de 3.181 milhões de dólares e, até à decisão do Canadá se materializar, é o único membro em todo o continente americano.

O presidente do BAII, Jin Liqun, enalteceu a decisão de Ottawa, que considerou "reveladora da confiança nas bases fortes que o banco solidificou nos primeiros meses de trabalho".

O anúncio surge à margem da primeira visita oficial do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, à China, para impulsionar os laços económicos entre os dois países e melhorar as relações bilaterais.



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