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Cantábrico diz proposta de autorização de aumento de capital é «medida cautelar»

A proposta de autorização para efectuar um aumento de capital, que será votada na AG da Hidrocantábrico, é uma «medida cautelar» para o caso da eléctrica decidir efectuar aquisições, adiantou fonte da empresa ao Negocios.pt.

João Mata 17 de Abril de 2002 às 11:12
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A proposta de autorização para efectuar um aumento de capital, que será votada na assembleia geral (AG) de accionistas da Hidroeléctrica del Cantábrico, é uma «medida cautelar» para o caso da eléctrica decidir efectuar aquisições, adiantou fonte da empresa ao Negocios.pt.

«Este é apenas uma medida cautelar, de carácter administrativo, para o caso de se decidir mais tarde efectuar algum investimento que não possa ser financiado através dos recursos próprios», disse fonte da Hidrocantábrico ao Negocios.pt.

A fonte da eléctrica espanhola, detida em cerca de 40% pela Electricidade de Portugal (EDP) [EDP], sublinhou que esta proposta «não significa, no entanto, que vamos fazer qualquer aquisição».

De acordo com o mesmo responsável, nos últimos dois anos, as AGs anuais da Hidrocantábrico aprovaram propostas semelhantes, sem que se tenha depois procedido ao correspondente aumento de capital.

O quarto ponto da ordem de trabalhos da AG da eléctrica asturiana, que vai reunir no próximo dia 15 de Maio visa deliberar sobre uma proposta de autorização ao conselho de administração (CA) da empresa para efectuar um aumento de capital, «delegando no mesmo poderes para tudo o que seja necessário à sua execução».

A fonte da empresa acrescentou que «não se decidiu ainda se o capital será ampliado, pelo que também não é possível prever qual seria o montante dessa operação».

A Hidrocantábrico anunciou ontem o lançamento de umaoferta pública de aquisição (OPA) potestativa sobre o restante capital que está disperso em Bolsa, dando como contrapartida um valor de 27,30 euros por acção.

O investimento nesta operação poderá ascender a 112,9 milhões de euros, caso o «free float» da companhia não tenha sido alterado desde o final de 2001, altura em que se situava nos cerca de 3,7%, explicou Margarida Fialho, analista do Santander de Negócios Portugal ao Negocios.pt.

As acções da EDP seguiam inalteradas nos 2,36 euros.

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