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CAP defende que acordo JM não agravará custos financeiros aos agricultores

Confederação e Pingo Doce anunciaram hoje acordo para reduzir prazos de pagamento para 10 dias

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O protocolo formalizado pelo grupo de distribuição Jerónimo Martins, dona da cadeia Pingo Doce, e a CAP – Confederação dos Agricultores, não trará custos acrescidos para as empresas fornecedoras subscritoras, defenderam hoje os responsáveis das duas entidades.

Em conferência de imprensa hoje realizada, João Machado, presidente da CAP, afirmou que a confederação de agricultores só avança com o acordo – com duração de 12 meses – porque se mantém entre a JM e os seus 402 fornecedores “a mesma relação comercial”. Se fossem aumentados os descontos financeiras aos produtores a CAP não assinaria o acordo, garantiu João Machado. Este é a “primeira iniciativa” relativa a prazos de pagamento assinada com a distribuição moderna em Portugal, acrescentou.

Com a parceria, a JM antecipa em 50 dias o pagamento a cerca de 700 produtores agro-pecuários, numa medida que implica uma gestão de tesouraria com num impacto de 80 a 100 milhões de euros. Numa altura em que as PME do sector vivem aumentos dos factores de produção, também por causa da seca, e deparam-se com falta de liquidez e dificuldade em acesso ao crédito, este é um acordo “extremamente relevante”, garantiu.

Em troca, a JM assegura “a estabilidade da cadeia de abastecimento” destes seus 402 fornecedores portugueses, que representam “50% dos fornecedores nacionais de frescos” da cadeia Pingo Doce, garantiu Pedro Leandro.


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