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Carlos Tavares desvaloriza reservas de Bruxelas e confia que fusão PSA-Fiat cumpra calendário

O CEO do grupo automóvel francês diz que esta não é a altura para discutir eventuais alterações nas condições da fusão devido ao impacto da pandemia.

EPA/Christophe Petit Tesson
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 25 de Junho de 2020 às 16:21
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O CEO do grupo PSA mantém a confiança de que a fusão de 50 mil milhões de euros entre o fabricante automóvel francês e a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) chegará a bom porto e dentro do calendário previsto.

Carlos Tavares defendeu esta quinta-feira, na assembleia-geral da PSA, que a operação que irá criar o quarto maior fabricante automóvel mundial tornou-se ainda mais vital face à crise no setor devido à pandemia da covid-19.

"A fusão com a FCA é a melhor entre as soluções para lidar com a crise e as suas incertezas", argumentou, citado pela Reuters.

O gestor português desvalorizou a recente decisão da Concorrência europeia de lançar uma investigação aprofundada à operação por causa de eventuais posições dominantes no segmento das "minivans" em 14 países da União Europeia e no Reino Unido.

Tavares assegurou estar "confiante" que a fusão ficará concluída "o mais tardar" no primeiro trimestre do próximo ano. "O calendário da fusão com a FCA está a ser respeitado escrupulosamente e as sinergias estimadas de 3,7 mil milhões de euros são um fundo para as empresas", assinalou.

A fusão já recebeu "luz verde" dos reguladores nos EUA, China, Japão e Rússia.

"Não é a altura para discutir alterações nos termos da fusão"

Questionado sobre se as condições do negócio seriam revistos por forma a refletir o impacto da pandemia na indústria automóvel mundial, Carlos Tavares considerou que "ainda não é altura para discutir essa matéria".

Contudo, quer a PSA quer a FCA já alteraram uma das condições previstas no memorando assinado no ano passado para a fusão. Em maio, ambos os grupos automóveis indicaram que não iriam distribuir os dividendos relativos a 2019 devido ao impacto negativo da pandemia.

Em dezembro, aquando da assinatura do acordo, foi anunciado que ambas as companhias iriam distribuir 1,1 mil milhões de euros em dividendos.

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