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Carlos Costa reitera que há interessados "em assumir posição de referência no BES"

"É muito provável que haja uma solução privada" para uma eventual capitalização do BES, na opinião do governador do Banco de Portugal. Há manifestações de interesses de bancos europeus e fundos de investimento "com credibilidade".

Miguel Baltazar/Negócios
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O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, voltou a repetir que há bancos europeus e fundos de investimento com vontade de investir no Banco Espírito Santo. O que dá esperança de que seja "muito provável" que não seja preciso recorrer a ajuda do Estado.

 

"As interacções preliminares entre o BES e bancos de investimento internacionais, assim como o interesse demonstrado por diversas entidades (fundos de investimento e bancos europeus) em assumir uma posição de referência no BES, indiciam que uma solução privada para reforçar o capital pode ser possível", afirmou o governador.

 

Aos deputados, na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, Carlos Costa disse mesmo que esta hipótese de uma solução privada no BES é "muito provável".

 

O El Economista noticia esta sexta-feira, 18 de Julho, que o Banco de Portugal terá abordado o Banco Santander para perceber se haveria interesse no BES. O Económico fala em cinco instituições bancárias interessadas.

 

A necessidade de recorrer a privados poderá acontecer dado que o regulador "requereu ao BES a apresentação de medidas adicionais de recapitalização, nomeadamente medidas que acomodassem uma eventual insuficiência resultante do 'compreensive assessment' que o Banco Central Europeu tem actualmente em curso".

 

"Quando se fala de capitalização, há manifestações de interesse que têm credibilidade e que poderão manifestá-lo no momento em que as incertezas sejam ultrapassadas", reiterou Carlos Costa aos deputados, depois de o ter dito já em declarações à TVI no início da semana, o que levou à maior subida de sempre das acções em bolsa, depois de terem tocado no mínimo histórico. Uma das incertezas que está a travar essa demonstração de interesses, admitiu Carlos Costa, é a situação no BES Angola, que não acredita que tenha um "impacto negativo" no BES.

 

Mesmo que não houvesse investidores privados – algo que não considera provável –, o BES tem sempre a linha de recapitalização da banca de 12 mil milhões de euros disponibilizada pela troika aquando da assinatura do memorando de entendimento em 2011. Neste momento, cerca de metade deste dinheiro (6,4 mil milhões) ainda não foi utilizado.

 

Ontem, Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, afirmou que recorrer a este dinheiro era sempre o "cenário de último recurso". Até porque há um novo quadro legal que impõe uma "partilha de encargos" entre contribuintes e accionistas e credores não garantidos.  

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