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Carlos Silva: BCE parece querer passar centro de decisão de Lisboa para Madrid – DN

O presidente do Millennium Atlântico critica o regulador europeu e diz que a mudança das regras do jogo pelo Governo no caso BPI ameaça investimento em Portugal.

Negócios 05 de Maio de 2016 às 10:06
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O presidente do novo banco angolano que resultou da fusão do Millennium Angola e do Banco Atlântico critica a actuação do Banco Central Europeu (BCE) em relação às instituições financeiras portuguesas e angolanas, acusando o regulador de fazer parecer que prefere centros de decisão em Madrid face a Lisboa.

Numa conversa com o Diário de Notícias em Luanda, no dia do lançamento do Millennium Atlântico, Carlos Silva - que é também vice-presidente do Millennium bcp em Lisboa - considera ainda que o Governo ameaçou a confiança dos investidores em Portugal ao mudar as regras referentes à blindagem de estatutos na banca no meio do processo negocial em torno do BPI.

"Acredito que para Frankfurt seja mais simples e dê mais segurança ver os bancos portugueses no contexto ibérico – parece haver vontade de passar o centro estratégico de decisão de Lisboa para Madrid", afirmou, confirmando de seguida que uma fusão do BCP com o Novo Banco seria uma forma de contrariar esta ideia.

O Millennium bcp já anunciou que está a ponderar uma oferta pelo Novo Banco, provavelmente a preço de saldo reconhece Carlos Silva, e para tal precisará da aprovação do Banco de Portugal, do BCE e da Comissão Europeia.

Carlos Silva considera normal que o primeiro-ministro português e o Presidente da República intervenham e participem em processos que facilitem a captação de investimento para o país, mas teme que António Costa tenha feito exactamente o contrário no caso do BPI, ao mudar o diploma que rege a blindagem de estatutos, com prejuízo para um dos lados – o da angolana Isabel dos Santos que negoceia com os catalães do Caixa Bank. A mudança do diploma "constitui uma mudança das regras a meio do jogo", o que "é um risco" aos olhos de todos os investidores que poderem apostar em Portugal, defende.   

O Millennium Atlântico inicia a sua vida ocupando o segundo lugar na banca angolana com 10% do volume de negócios, 11% do crédito concedido, e 9% dos depósitos. O banco conta com cerca de 3,4 mil milhões de euros em activos, 2000 colaboradores, 150 balcões, e mais de 800 mil clientes.

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