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Carlos Tavares diz presença do Estado na Portucel é dispensável

«Como português e como ministro gostava que a melhor proposta fosse portuguesa», adiantou hoje Carlos Tavares, depois de terminado o prazo para entrega de ofertas para a Portucel. Carlos Tavares considera a pasta e papel é um dos sectores onde não se just

Sílvia de Oliveira 25 de Fevereiro de 2004 às 20:41
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«Como português e como ministro gostava que a melhor proposta fosse portuguesa», adiantou hoje Carlos Tavares, depois de terminado o prazo para entrega de ofertas para a Portucel. Carlos Tavares considera a pasta e papel é um dos sectores onde não se justifica a presença do Estado.

O ministro da Economia adiantou, porém, que não pode, nem deve ter preferência por qualquer um dos cinco concorrentes, que entregaram propostas. «Desejava que o Centro de Decisão Nacional se mantivesse em Portugal, mas seria bom que os agentes económicos colaborassem nesse sentido», frisou.

Ainda assim, Carlos Tavares considera a pasta e papel é um dos sectores onde não se justifica a presença do Estado. «Desejamos que a Portucel tenha uma gestão privada tão depressa quanto possível.», sublinhou o ministro.

Sobre a posterior alienação de mais 15% a institucionais, Carlos Tavares disse que «poderá ocorrer, ou não». Vai depender, disse, do desfecho deste concurso e das condições de mercado.

A propósito da blindagem de estatutos da Portucel, nos 25%, o ministro disse que a eventual abolição será decidida em função dos resultados da privatização. «O Estado ficará com 25% e queremos que seja respeitada a proporcionalidade dessa posição», disse.

Esta questão, adiantou Carlos Tavares, não foi «prometida» aos candidatos nos contactos sobre o modelo de governação futuro da Portucel.

«Enquanto detiver uma participação relevante, o Estado compromete-se a promover a elaboração de lista que contemple a equidade entre os vários accionistas e que apoiará, com a posição que tiver, a estratégia da concorrente vencedor», explicou. Tavares refutou também as acusações de tratamento hostil ao accionista Sonae, acrescentando, porém, que o desejo era ter uma «base accionista mais ampla».

O ministro considera que o facto de se terem apresentado a concurso cinco entidades prova que a «Portucel é uma empresa apetecível».

As acções da Portucel fecharam a subir 0,65% para os 1,55 euros.

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