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Carlos Tavares diz venda da rede fixa à PT continua «em aberto» (act.)

O ministro da Economia Carlos Tavares afirmou ao Negocios.pt, que a venda da rede fixa de telecomunicações à PT «continua em aberto». Murteira Nabo, presidente da operadora, disse ao Negocios.pt que a questão «não é urgente».

João Mata 17 de Abril de 2002 às 17:01
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O ministro da Economia, Carlos Tavares, afirmou ao Negocios.pt, que a venda da rede fixa de telecomunicações do Estado à PT «continua em aberto». Murteira Nabo, presidente da operadora, disse ao Negocios.pt que essa questão «não é urgente».

Em declarações ao Negocios.pt, à margem da conferência intitulada «Novos Desafios da Competitividade», Carlos Tavares afirmou que a questão da venda da rede fixa à Portugal Telecom [PTC] «está sobre a mesa».

O ministro da Economia acrescentou que «estamos a estudar (a questão) e esperamos em breve chegar a uma conclusão» sobre a possibilidade de vender à operadora liderada por Murteira Nabo a rede de telecomunicações fixas actualmente na posse do Estado.

A PT detém a concessão da exploração da rede fixa de telecomunicações por um prazo de 25 anos. A empresa é a única operadora incumbente europeia que ainda não detém a rede fixa de telecomunicações do seu país de origem.

A operadora estava em negociações com o anterior Executivo para adquirir este activo, mas a demissão do anterior primeiro-ministro, António Guterres, provocou o adiamento da questão.

À margem da mesma conferência, Murteira Nabo disse ao Negocios.pt que «mantemos o interesse na rede fixa», acrescentando que a sua venda à PT seria «uma situação boa para a empresa e para o país».

No entanto, o responsável máximo da operadora sublinhou que esta é uma matéria que «ainda não colocámos junto do Governo, porque não é urgente», escusando-se a adiantar o «timing» que será escolhido pela PT para retomar a questão.

Na segunda-feira, Murteira Nabo reuniu com Carlos Tavares e com a ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, para expor as propostas da operadora que serão debatidas na assembleia geral (AG) anual da empresa, marcada para 23 de Abril.

O presidente da PT sublinhou que estas reuniões «correram bem», sublinhando que apenas abordou as questões relativas à próxima AG da operadora, não tendo sido alvo de discussão a possibilidade da aquisição da rede fixa pela operadora.

Aquela AG vai votar uma proposta visando a implementação de um novo modelo de gestão, com a divisão das funções de presidente do conselho de administração e de presidente executivo (CEO), dois cargos que são actualmente acumulados por Murteira Nabo.

Os accionistas da operadora vão também deliberar sobre a desblindagem dos estatutos da PT, de forma a permitir aos accionistas a escolha da comissão executiva da empresa. O Estado detém uma «golden share» na PT que lhe permite exercer o poder de veto em questões estratégicas, pelo que esta desblindagem terá de receber o aval do Estado.

As acções da PT encerraram hoje a ganhar 0,59% para os 8,53 euros.

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