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Carnaval e ano bissexto ajudam turismo a crescer a dois dígitos em fevereiro

Portugal recebeu perto de 1,6 milhões de hóspedes em fevereiro deste ano, o que corresponde a um aumento superior a 15%.

Pedro Catarino
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 15 de Abril de 2020 às 11:07
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Os estabelecimentos turísticos nacionais receberam, em fevereiro de 2020, perto de 1,6 milhões de hóspedes, que responderam por mais de 3,8 milhões de dormidas. Estes números, registados ainda antes de o setor começar a sentir o impacto da pandemia do coronavírus, correspondem a aumentos de dois dígitos em relação ao mesmo mês do ano passado. O Carnaval, bem como o facto de fevereiro deste ano ter tido 29 dias, ajudaram a esta evolução.

Os dados foram publicados, esta quarta-feira, 15 de abril, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que, ao todo, foram registados 1.595.391 hóspedes, com um total de 3.837.554 dormidas em fevereiro deste ano, o equivalente a subidas homólogas de 15,3% e 14,7%, respetivamente.

Feitas as contas, no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, o setor turístico registou mais de 3 milhões de hóspedes, que totalizaram mais de 7 milhões de dormidas, valores que correspondem a subidas homólogas de 13,7% e 11,4%, respetivamente.

Para esta evolução continua a contribuir, sobretudo, o mercado interno, que tem vindo a esbater a diferença para os mercados externos. No conjunto dos dois primeiros meses do ano, os estabelecimentos turísticos receberam mais de 1,4 milhões de hóspedes residentes em Portugal, uma subida de 18,4%, que responderam por 2,3 milhões de dormidas (mais 19,3% do que há um ano). Já os hóspedes residentes no estrangeiro ultrapassaram os 1,5 milhões, um aumento homólogo de 9,7%, com um total de 4,7 milhões de dormidas, um crescimento de 7,8%.

Em sentido contrário, a estada média continua a cair, fixando-se em 2,35 noites no acumulado de janeiro a fevereiro, o que corresponde a uma quebra de 2%. Mesmo assim, a taxa de ocupação aumentou ligeiramente, em 1,3 pontos percentuais, para os 32%.

Já o rendimento médio por quarto disponível cresceu em quase 5% neste período, para os 26,6 euros, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado subiu 2,7% e totalizou 67 euros. Os proveitos totais dos estabelecimentos turísticos atingiram, assim, os 369,6 milhões de euros nos meses de janeiro e fevereiro.

China em queda acentuada

Num mês em que a pandemia do coronavírus já se fazia sentir em força na China, as dormidas de hóspedes provenientes deste país caíram de forma acentuada em fevereiro. Ao todo, os chineses responderam por cerca de 24,5 mil dormidas em fevereiro, o que corresponde a uma quebra de 54,8%. Já no conjunto dos dois primeiros meses do ano, este mercado recuou 10,7%.

Já os restantes principais mercados emissores do turismo português continuaram a crescer. "Os dezasseis principais mercados emissores representaram 85,8% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico em fevereiro e apresentaram um crescimento de 10%", resume o INE.

O destaque vai para o mercado espanhol, que respondeu por um total de quase 283 mil dormidas em fevereiro, uma subida de 40,8%. No conjunto de janeiro e fevereiro, as dormidas de espanhóis cresceram 33,5%.

Alentejo tem o maior crescimento, Algarve e Lisboa concentram dormidas

O aumento no número de dormidas registou em todas as regiões do país. No mês de fevereiro, foi no Alentejo que se registou o maior crescimento no número de dormidas, que ultrapassaram as 168 mil, uma subida homóloga de quase 40%. Também no Centro, Norte e Açores houve evoluções significativas, com aumentos superiores a 20% em todos os casos.

Mas foi na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve que se concentrou a maioria das dormidas: as duas regiões responderam por mais de metade do total de dormidas.
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