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Carrapatoso deixa em aberto continuação na presidência da Vodafone Telecel

António Carrapatoso, presidente da Vodafone Telecel, deixou hoje em aberto a possibilidade de continuar como presidente da Vodafone Telecel, após sugerir que um dos cenários postos na mesa é a renúncia ao cargo.

Bárbara Leite 24 de Janeiro de 2002 às 12:45
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António Carrapatoso, presidente da Vodafone Telecel, deixou hoje em aberto a possibilidade de continuar como presidente da Vodafone Telecel, após sugerir que um dos cenários postos na mesa é a renúncia ao cargo.

O presidente da Vodafone Telecel [TLE], que faz parte do Conselho Consultivo do presidente do Partido Social Democrata e da Comissão Eleitoral para as legislativas do partido liderado por Durão Barroso, ao afirmar que um dos cenários para a próxima assembleia geral é a sua continuação no cargo da Vodafone Telecel, deixou em aberto por outro lado a sua renúncia.

Carrapatoso indisponível para a vida política activa

Embora tenha afirmado hoje no seminário «A Economia Portuguesa e Mundial em 2002», a necessidade de integrar gestores no elenco governamental, Carrapatoso adianta «não tenho intenção de ir para a política activa».

No entanto Carrapatoso defende que os gestores «não devem ter medo de arriscar» e devem intervir activamente nas decisões políticas.

Neste âmbito Carrapatoso afirmou que «tenho vindo a procurar colaborar em termos da definição de políticas de médio longo prazo».

O líder da Vodafone Telecel é apontado como possível presidente da Portugal Telecom [PLTM], caso o PSD ganhe as próximas eleições legislativas de 17 de Março.

Carrapatoso não quis comentar esta eventualidade, tendo no entanto avançado que «gosto de gerir empresas em que se possa ter autonomia e ter um projecto profissional».

Carrapatoso acredita, como presidente da Vodafone Telecel, que pode ser «um protagonista de mudança da actual situação económica», que considerou ter «um problema crónico e estrutural de falta de produtividade».

Carrapatoso defende fim de «golden-share» na PT

O presidente da Vodafone Telecel defendeu também o fim da «golden-share» na Portugal Telecom. «Tendencialmente defendo o fim da golden-share na Portugal Telecom, o que não quer dizer que seja logo no curto prazo», disse o mesmo tresponsável.

O Estado português mantém direitos especiais na PT através de uma posição de 500 acções.

Carrapatoso afirmou hoje que uma das medidas para resolução dos problemas da nossa economia seria «a redução da influência política em empresas cotadas com capital público».

Sobre esta matéria o presidente da empresa nacional acrescentou que se «deve resistir à tentação de interferir nas empresas públicas criando distorções de mercado».

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