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Carteira de acções do BES com mais-valias potenciais de 626 milhões

A carteira de participações accionistas do Banco Espírito Santo, com activos disponíveis para venda, registavam potenciais mais-valias de 626 milhões de euros no final de Março deste ano, um valor 32,5% superior ao verificado no final de 2005. A grande pa

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 24 de Abril de 2006 às 10:26
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A carteira de participações accionistas do Banco Espírito Santo, com activos disponíveis para venda, registavam potenciais mais-valias de 626 milhões de euros no final de Março deste ano, um valor 32,5% superior ao verificado no final de 2005. A grande parte deste valor diz respeito ao Bradesco e na PT o BES está com uma mais-valia potencial de 71,2 milhões de euros.

No comunicado para apresentar os resultados do primeiro trimestre deste ano, o BES [BESNN] divulga os ganhos e perdas potenciais das maiores exposições accionistas da carteira de activos disponíveis para venda.

Os ganhos potenciais conjuntos, antes de impostos, ascendem a 626 milhões de euros, um valor 153,9 milhões de euros superior aos 472,1 milhões de euros verificados no final de 2005.

Mais de metade das mais-valias potenciais dizem respeito à posição detida no banco brasileiro Bradesco, onde o BES detém uma participação directa de 3,5%. Estas ascendiam a 488,9 milhões de euros no final de Março, acima dos 397,7 milhões de euros verificados no final de 2005.

Na Portugal Telecom, onde o BES detém uma posição de 8,36%, as mais-valias do banco ascendem a 71,2 milhões de euros, mais do dobro dos 29,1 milhões de euros verificados no final de 2005.

A posição na EDP, adquirida já este ano, está também a render potenciais mais-valias, no valor de 12,7 milhões de euros,

De acordo com o BES, para efeitos dos rácios de capital, os ganhos potenciais, quando elegíveis, apenas contam para a formação do Tier II e em 45% do respectivo valor.

O rácio Tier I, no final de Março, situava-se nos 4,5%, abaixo dos 4,6% verificados no final de 2005.

O banco de Ricardo Salgado afirma que os rácios de capital continuam a situar-se acima dos mínimos exigidos pelo Banco de Portugal.

E acrescenta que «o efeito líquido da realização dos ganhos latentes nos activos disponíveis para venda poderia determinar um rácio Core Tier I de 5,6%», ou seja, uma subida superior a um ponto percentual.

O Banco Espírito Santo registou um resultado líquido de 105,1 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, um valor que representa uma subida de 31% face ao período homólogo do ano passado e que se situou acima das estimativas dos analistas.

As acções do BES seguiam a subir 0,27% para 14,99 euros.

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