Media Castello-Lopes encerrará até quinta-feira 49 salas de cinema em todo o país

Castello-Lopes encerrará até quinta-feira 49 salas de cinema em todo o país

A decisão afectará oito complexos de cinema localizados em centros comerciais do grupo Sonae Sierra em Viana do Castelo, São João da Madeira, Covilhã, Leiria, Loures, Seixal, Guia e Ponta Delgada. e deixará 75 pessoas no desemprego.
Castello-Lopes encerrará até quinta-feira 49 salas de cinema em todo o país
Lusa 29 de janeiro de 2013 às 12:38

A exibidora Socorama Castello-Lopes vai encerrar até quinta-feira 49 das 106 salas de cinema que detém, levando ao despedimento de 75 trabalhadores, disse hoje à agência Lusa um dos responsáveis da empresa.

 

A decisão afectará oito complexos de cinema localizados em centros comerciais do grupo Sonae Sierra em Viana do Castelo, São João da Madeira, Covilhã, Leiria, Loures, Seixal, Guia e Ponta Delgada.

 

"Não conseguimos chegar a acordo [com a Sonae Sierra] para dar continuidade à exploração de cinema. Eram condições impossíveis de continuar dada a quebra no sector", justificou João Paulo Abreu, da administração da exibidora.

 

O despedimento colectivo abrangerá 55 trabalhadores. Além destes, a empresa não renovará contrato com outros vinte funcionários.

 

João Paulo Abreu afirmou que os trabalhadores serão informados da decisão até quinta-feira.

O administrador lamentou o encerramento das salas, pelos despedimentos e pela redução de oferta cinematográfica em algumas localidades - como Viana do Castelo e Ponta Delgada - e afirmou que a empresa "tentará reunir as condições para manter as outras salas".

 

A Socorama Castello Lopes detém 106 salas de cinema e em 2012 registou 12,6 milhões de euros de receita bruta de bilheteira.

 

Apesar de ser a segunda maior exibidora, atrás da Zon Lusomundo Cinemas, a Castello-Lopes registou uma quebra de 1,7 milhões de euros em relação a 2011.

 

Quanto ao número de espectadores, de acordo com dados do Instituto do Cinema e Audiovisual de 2012, a empresa registou também quebras - por retracção do consumo dos portugueses - de cerca de 375 mil bilhetes vendidos.

 

Em 2011, já tinha sido dado um alerta sobre as condições laborais da empresa, quando os trabalhadores anunciaram a realização de uma greve pelo pagamento em atraso do subsídio do natal.

 

Na altura, a greve envolveu projeccionistas, funcionários de bilheteira e gerentes de sala da exibidora.




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