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Catroga diz que "abandalharam" a Caixa com a entrada de Bandeira e Vara

A CGD diz que as declarações de Catroga sobre o banco público foram “infelizes”. Mas em declarações ao “i”, o coordenador do programa do PSD continua a criticar a gestão do banco público, lembrando uma conversa privada com Manuel Pinho, onde afirmou que a gestão do banco ficou abandalhada quando entrou o actual administrador Francisco Bandeira.

Negócios negocios@negocios.pt 12 de Maio de 2011 às 08:31
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A Caixa Geral de Depósitos considera que as declarações do coordenador do programa eleitoral do PSD a respeito do banco estatal foram "infelizes". E espera que Catroga possa "rever alguns dos seus considerandos".

Contudo, em entrevista hoje publicada no jornal “i”, Catroga continua a fazer criticas ao banco estatal.

“A Caixa tem de alterar o modelo de governance, estar ao serviço do financiamento das empresas, não pode ter interferência política e viver em regime ‘agora dêem lá a mão aos Berardos para comprarem acções do BCP’”, disse Catroga em entrevista ao jornal, afirmando que assim “não pode ser” e “é preciso uma revolução na CGD”.

Classificando de “escândalo” o que “aconteceu nestes anos de Sócrates na Caixa”, Catroga revelou ao jornal uma conversa privada que manteve com Manuel Pinho, quando foi noticia que o antigo ministro poderia ser o próximo presidente da CGD.

Manuel Pinho terá dito a Catroga que "dizem que vou para a CGD, mas aquilo só dá 350 mil euros e o carro também não é grande coisa...".

Ao que o coordenador do programa do PSD respondeu: "Ó Manuel, a CGD nunca deu dinheiro, dava prestígio. Quem ia para administrador tinha status. Agora vocês abandalharam o banco todo! Meteram lá o Vara e o Bandeira [presidente do BPN e vice-presidente da CGD]! Abandalharam aquilo tudo!" Meteram lá o aparelho que controla os movimentos de crédito da CGD. A Caixa está ao serviço de interesses!”.

Estas declarações polémicas surgem no mesmo dia em que a Caixa Geral de Depósitos reagiu às declarações de Catroga sobre o Banco público.



Num comunicado enviado ao “Diário Económico” – onde ontem Catroga tinha dito que a gestão da CGD não era transparente e de ter uma gestão dependente do Governo e pouco profissional – a CGD considera que as declarações do coordenador do programa eleitoral do PSD a respeito da Caixa foram "infelizes".

"As declarações do Dr. Eduardo Catroga ao Diário Económico [de quarta-feira] chocaram-nos profundamente. Não as esperávamos de tão conceituada figura pública. Terão sido infelizes, com considerações muito injustas e injustificadas, afectando uma instituição de referência, que se rege por critérios de ética, isenção, rigor e competência que a prestigiam internacionalmente, denegrindo a sua imagem e a dos seus milhares de trabalhadores, depositantes e clientes", avança o comunicado da administração liderada por Faria de Oliveira.

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