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Catroga: "Accionistas da EDP já pagaram" os contratos que o Governo quer rever

Eduardo Catroga defende que é preciso "analisar com serenidade" para "ver se existem ou não" as chamadas "rendas excessivas". O "chairman" da EDP diz que é preciso analisar o mercado geral e não um ponto em específico, porque há "rendas excessivas na economia portuguesa, em vários sectores".

Negócios negocios@negocios.pt 20 de Março de 2012 às 13:13
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Eduardo Catroga considera que “o Estado regulador tem toda a autonomia para querer alterar regras de jogo”, contudo depois “tem de fazer contas com o Estado accionista”, de acordo com declarações feitas à SIC.

O “chairman” da EDP explica: “Os accionistas da EDP já pagaram estes contratos. O valor económico dos contratos foi incluído no preço das acções que o Estado vendeu na primeira, segunda, terceira, quarta, quinta, sexta, sétima e oitava fases. A empresa é alheia a este problema. É um problema entre o Estado accionista e o Estado regulador.”

“A EDP, apesar dos ataques oriundos de alguns grupos de pressão, vai adoptar uma postura positiva a bem da economia do País”, garante.

Eduardo Catroga defende que é preciso definir o que são “rendas excessivas”, admitindo que “existem rendas excessivas na economia portuguesa, em vários sectores, fruto de políticas erradas durante muitos e muitos anos. Isso é um facto.”

“Tem de se analisar com serenidade, mais com razão do que emoção e vamos ver se existem ou não existem.”

Questionado pelo jornalista da SIC se, assim sendo, não é preciso cortar nada, Catroga respondeu: “Não estou a dizer isso. O que estou a dizer é que no sector eléctrico, se eu fosse Governo, a minha recomendação era ‘vamos analisar todos os custos de interesse económico geral: a cogeração, aos pagamentos às Câmaras municipais, os subsídios às Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, os subsídios às renováveis, os chamados contratos de aquisição de energia… Isto tem de ser tudo analisado”.

Mas não se pode é centrar todas as atenções na EDP que, segundo Catroga, está a “ser objecto de uma campanha”. “Em vez de querem olhar para a floresta querem apenas atacar a árvore ou alguns dos seus ramos.”

Em causa estão as “rendas excessivas” que o Governo estará a querer renegociar de forma a reduzir o encaro do Estado com as mesmas. Uma decisão que estará a gerar alguma polémica dentro do Executivo e que terá levado inclusivamente a que o secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, se demitisse.
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