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Cavaco diz que estar "preocupado" é diferente de fazer declarações públicas

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, voltou hoje a escusar-se a comentar o processo Face Oculta, mas sublinhou que estar "preocupado" com determinada matéria é diferente de fazer declarações públicas sobre ela.

Negócios com Lusa 11 de Novembro de 2009 às 18:40
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O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, voltou hoje a escusar-se a comentar o processo Face Oculta, mas sublinhou que estar "preocupado" com determinada matéria é diferente de fazer declarações públicas sobre ela.

"Uma pessoa pode estar preocupada, mas coisa diferente é fazer declarações públicas para a comunicação social e eu já tive ocasião de vos dizer que devemos deixar a cada um dos órgãos, neste caso órgãos judiciais que têm as suas competências e responsabilidades em fazerem aquilo que lhes compete fazer", afirmou hoje Cavaco Silva, quando questionado se está preocupado com o processo Face Oculta.

Interrogado sobre o facto do nome do primeiro-ministro estar a ser envolvido nesse mesmo processo, o chefe de Estado voltou a escusar-se a responder directamente, insistindo que já disse o que tinha a dizer nessa matéria.

"Eu já disse nesta matéria o que devia dizer, a Constituição e a lei são muito claras na atribuição de responsabilidades e de competências a órgãos judiciais nas matérias que os senhores se estão a referir e não tenho mais nada a acrescentar", declarou Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final da cerimónia que marcou o arranque das comemorações dos 200 anos das Linhas de Torres, que decorreu em Torres Vedras.

De acordo com informações surgidas nos últimos dias, e confirmadas pelo procurador-geral da República, o nome do primeiro-ministro, José Sócrates, apareceu nas escutas a Armando Vara no âmbito do processo Face Oculta, que investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.

O processo Face Oculta conta com 15 arguidos, incluindo o empresário Manuel José Godinho (que está em prisão preventiva), o presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, José Penedos, o seu filho Paulo Penedos (advogado de empresas de Manuel José Godinho) e Armando Vara, que suspendeu as suas funções de vice-presidente do Millenium/BCP.

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